A Espiã Vermelha

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Joan é uma jovem estudante de Física na universidade no final dos anos 1930. Por seu brilhantismo, acaba selecionada para ser assistente de um professor que pesquisa tecnologia capaz de levar a Inglaterra a construir a bomba atômica antes que os nazistas o façam. No entanto, ela tem ligação com jovens espiões comunistas a serviço da URSS.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

08/05/2019

Por incrível que possa parecer, o diretor Trevor Nunn consegue fazer um suspense de espionagem ser enfadonho e raso, apesar de todo o potencial explosivo envolvido. A espiã vermelha só se sustenta graças ao trabalho empenhado de Judi Dench e Sophie Cookson, que interpretam Joan Stanley, octagenária e jovem, respectivamente.
 
A base do filme vem do romance homônimo de Jennie Rooney, que, por sua vez, é inspirado na história real de Melita Norwood, informante da KGB, durante a Guerra Fria, e foi descoberta e exposta em 1999, e ficou conhecida como “a vovó espiã”. O potencial dessa história vai se esvaziando com uma narrativa arrastada indo e vindo no tempo, cujo ponto de partida é a prisão de Joan por agentes da Coroa Britânica.
 
O interrogatório é a desculpa para entrada de flashbacks, nos quais conhecemos a personagem como uma jovem estudante de física em Cambridge, pouco antes da Segunda Guerra, onde faz amizade com a glamorosa Sonya (Tereza Srbova), e acaba sendo levada para reuniões de um grupo de comunistas, quando conhecerá o primo da amiga, Leo (Tom Hughes).
 
Joan se torna uma presa fácil para Leo e o Partido Comunista, e se prova bastante útil quando vai trabalhar com um físico, Max Davies (Stephen Campbell Moore), cuja equipe lida com um projeto secreto. A protagonista é, então, convencida a vazar informações para a União Soviética. E ela o faz acreditando que se o país também tiver a capacidade de fazer uma bomba atômica, estará em pé de igualde com os EUA, e nenhum dos dois terá coragem de explodir o artefato.
 
Supostamente, Joan fez o que fez mais em nome da paz mundial do que por ideologia, mas isso é pouco crível dentro de A espiã vermelha, que pinta sua protagonista como uma tola apaixonada capaz de qualquer coisa para assegurar o amor de Leo. O fato de que Joan era uma mulher num ambiente predominantemente masculino – tanto no Partido como no Laboratório – é sublinhado de maneira pouco sutil.
 
O que o filme parece querer dizer é que nem todos os espiões da época eram a favor do comunismo. Alguns, como Joan, apenas queriam a paz mundial ou que o mundo não explodisse. É um argumento mais do que válido para a existência do longa, mas essa boa intenção não supera o excesso de clichês. De qualquer forma, a surpreendente história de Melita Norwood ainda pode ser contada com todo o potencial explosivo que tem.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança