Tunga - O esquecimento das paixões

Tunga - O esquecimento das paixões

Ficha técnica

  • Nome: Tunga - O esquecimento das paixões
  • Nome Original: Tunga - O esquecimento das paixões
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2019
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 73 min
  • Classificação: 18 anos
  • Direção: Miguel De Almeida
  • Elenco:

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Sinopse

No panorama das artes plásticas no Brasil, Tunga tem um papel único, e não apenas por ter sido o primeiro artista contemporâneo a expor no Louvre, em 2005, mas pela singularidade de suas instalações, esculturas e vídeos. Esse documentário investiga a obra e carreira do pernambucano, morto em 2016.


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Crítica Cineweb

01/05/2019

Tunga, nascido Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, na cidade de Palmares (PE), em 1952, foi um dos artistas plásticos mais importantes do país. Sua carreira, que começou no início da década de 1970, durou até sua morte, em 2016. Suas obras incluem esculturas, desenhos, vídeos, instalações, performances. Ele foi o primeiro artista vivo a expor no Louvre, e também o primeiro brasileiro a ter uma obra no importante museu francês. Só descrever biograficamente, no entanto, pode dar a dimensão de sua importância, mas jamais a de sua grandiosidade e o que era sua obra.
 
No documentário Tunga, O esquecimento das paixões, o documentarista e escritor Miguel de Almeida tenta dar conta do que foi a vida, carreira e o que é a obra do artista. É um filme, de certa maneira, ousado ao tentar levar para a tela a vertigem que constitui muitas obras do pernambucano. É uma grande empreitada, que é levada a sério com criatividade e energia, resgatando filmagens de performances, instalações, além de depoimentos de pessoas envolvidas com o artista, e colegas como Cildo Meireles e Bernardo Paz.
 
A julgar pelo que se vê na tela, Almeida tem noção do que está fazendo, mas existe o grande risco de alienar uma parcela do público que desconheça a obra de Tunga. Esse documentário não é um filme introdutório, é mais para iniciados, pois combina uma montagem um tanto alucinada – de Alexandre Gwaz – que traz fragmentos de discursos artísticos e amorosos, depoimentos e uma narração de Marina Lima. É uma imersão no universo muito peculiar, que é fascinante, mas nem sempre encontramos aqui a chave de compreensão para a obra.
 
De qualquer forma, é um registro que resgata trabalhos bastante importantes de Tunga, como Ão, um filme e instalação de som feito em 1981, em colaboração com o cineasta Murilo Salles (que no longa esclarece que aquela obra é toda de Tunga, ele apenas deu uma espécie de assessoria), ou as Xifópagas capilares, originalmente uma performance de 1984, que traz duas irmãs ligadas pelos cabelos. Talvez uma experiência bastante enriquecedora seja complementar uma visita ao site do artista, que traz um vasto material sobre sua obra também. 

Alysson Oliveira


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