Borrasca

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País


Sinopse

Dois amigos acertam as contas de questões pendentes de suas vidas numa noite de forte chuva.


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Crítica Cineweb

26/04/2019

Adaptado de uma peça de Mario Bortolotto, com roteiro do próprio autor, Borrasca mantém no cinema o formato teatral original, o que não significa menosprezar a opção adotada pelo diretor Francisco Garcia (de Cores, de 2012) para contar de forma minimalista uma história minimalista. Manter presos em uma casa dois amigos, que discutem de forma acalorada uma história do passado, enquanto esperam o fim da chuva forte (a borrasca do título), pode até não ser um recurso que caia no agrado de um tipo de público impaciente com dramas complexos e sem escapes cômicos. Mas acaba sendo uma escolha acertada por privilegiar diálogos bem construídos e a atuação contida dos dois únicos personagens em cena.

Desde o início sabemos o que se passa. Gabriel (o próprio Bortolotto, à vontade no papel do escritor que ele próprio criou), recebe a visita de Diego (Eldo Mendes), durante uma forte chuva. Parece uma visita esperada. Diego voltou do velório de um amigo comum, Enzo, que Gabriel tem motivos para desprezar. O amigo morto se envolveu com a mulher do escritor e destruiu seu casamento.

Enquanto a chuva não passa, os dois amigos conversam. Mais por iniciativa de Diego do que de Gabriel. Diego coloca o dedo na ferida e insiste em retomar o tema da traição, forçando o amigo a novamente se manifestar. É uma conversa dura, só possível entre dois amigos, que lançará alguma luz sobre o passado dos quatro personagens: Gabriel, Diego, Enzo e Luciana, a ex-mulher de Gabriel.

Sem recursos adicionais além dos diálogos quase declamados e do passeio da câmera pelos ambientes da casa, o filme nunca se afasta da estética teatral. A chuva vista pela janela embaçada, a garrafa térmica de café, os copos e a garrafa de uísque que troca de mãos também são artifícios do teatro. Tudo ali é falso. Resta a Gabriel e Diego tornar a história o mais verossímil possível.

Luiz Vita


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