Sobibor

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Sinopse

Em 1943, no campo de concentração de Sobibor, na Polônia, prisioneiros soviéticos e poloneses preparam aquela que seria a única revolta bem-sucedida neste tipo de lugar, durante a II Guerra Mundial.


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Crítica Cineweb

15/04/2019

Representante da Rússia ao Oscar de filme estrangeiro em 2019, o drama Sobibor resgata, em mais uma história sobre a II Guerra Mundial, o relato daquela que teria sido a única revolta bem-sucedida num dos mais temíveis campos de concentração nazistas, localizado na Polônia.
 
Baseado nas memórias do oficial soviético que liderou a rebelião, em 1943, Alexander Pechersky, o filme reconstitui o ambiente do campo e a preparação do levante. Pechersky (interpretado pelo diretor do filme, Konstantin Khabenskiy) é um militar experiente, que vem de outro campo de trabalho, em Minsk, onde se havia tentado uma rebelião, que terminou mal.O fracasso do movimento em Minsk é um de seus tormentos, fora o trabalho exaustivo e os maus-tratos deste novo campo - em que a maior parte dos prisioneiros, judeus, que chegam é destinada diretamente ao extermínio por gás, como se mostra numa angustiante sequência inicial.
 
Pechersky e outros são colocados em trabalhos braçais, derrubando árvores, ou reaproveitando itens das bagagens dos prisioneiros mortos - suas roupas, sapatos e joias. Mas todos os sobreviventes sabem que suas vidas nada valem para seus captores, oficiais nazistas não raro sádicos e imprevisíveis, impondo aos prisioneiros jogos humilhantes.
Neste contexto brutal, não é fácil para Pechersky encontrar em si mesmo a força para organizar uma revolta. Muito menos convencer outras pessoas, igualmente intimidadas, enfraquecidas por um cativeiro atroz, que visava, antes de mais nada, a desumanização, a morte da dignidade e da alma antes da aniquilação física. Mas é justamente a raiva dessas condições de vida absolutamente insuportáveis o que fornece o estímulo para que o grupo se organize, preparando estratégias, dividindo tarefas, esperando o dia propício, aproveitando a experiência militar de Pechersky e alguns outros prisioneiros.
 
Outras histórias individuais se destacam, como a do adolescente Stanislaw Szmajzner, o Shlomo (Ivan Zlobin), cujos pais e irmã menor tinham sido dizimados pouco após a chegada a Sobibor. O garoto, então com 15 anos, foi responsável pela obtenção de parte dos rifles necessários à rebelião. Sobrevivente do episódio, ele veio para o Brasil, onde morou no Rio de Janeiro e Goiás, sendo responsável pela identificação de dois de seus carrascos, que haviam se refugiado também no Brasil: Gustav Wagner (no filme, Wolfgang Cerny), que aqui morreu, sem ser extraditado, e Franz Stangl, que foi enviado para julgamento na Alemanha, condenado à prisão perpétua, morrendo na prisão.
 
As cenas que mostram o desfecho da revolta sintetizam uma batalha em que cerca de 400 prisioneiros se rebelam, parte deles escapa, mas nem todos se salvam. Menos de 100 conseguem finalmente sobreviver e contar a história, entre eles Pechersky, que morreu em 1990.
 
O nome mais famoso do elenco, o ator norte-americano Christopher Lambert, interpreta o oficial nazista Karl Frenzel, comandante do campo, que foi preso depois da revolta.

Neusa Barbosa


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