O último lance

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Sinopse

Olavi é negociante de arte há décadas, mas seu negócio parece estar com os dias contados. Seus concorrentes são mais modernos e usam a tecnologia a seu favor. Porém, quando ele descobre uma obra que pode ser rara e valiosa, surge a chance de se recuperar. Para isso, contará com a ajuda do neto, de quem nunca foi próximo.


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Crítica Cineweb

10/04/2019

Olavi Launio (Heikki Nousiainen) é um negociante de arte que está vivendo no limite entre o mundo contemporâneo e uma Helsinque do passado, onde ele conheceu dias melhores. Isso se torna um problema quando precisa enfrentar concorrentes tecnologicamente mais atualizados (e ricos) em leilões de arte. Por isso, suja pequena loja parece estar com os dias contados. À beira da falência, ele tenta um último lance arriscado: arrematar por um preço baixo um quadro sem assinatura que ele intui ser de um grande mestre russo do século XIX, Ilya Repin. A questão é tornar tudo um tanto blasé para não despertar o interesse do leiloeiro mesquinho, que acredita que essa pintura de Cristo não vale muito.
 
Dirigido pelo finlandês Klaus Härö (indicado ao Globo de Ouro de filme estrangeiro em 2015 com O esgrimista), O último lance é um filme de pequenas notas que reverberam universalmente: seja na luta do velho David contra o jovem e gigante Golias, ou nos laços familiares que precisam ser retomados. Esse é um longa feito com o coração no lugar certo, de onde deverá arrancar algumas lágrimas, mesmo não indo muito além disso.
 
A relação familiar fraturada deve ser consertada antes que seja tarde demais, e isso começa quando a filha de Olavi, Lea (Pirjo Lonka), procura-o para pedir ajuda com seu filho, o adolescente Otto (Amos Brotherus). O garoto precisa cumprir horas de estágio e a loja do avô pode ser o local ideal. É fácil ver onde a relação entre o protagonista e o neto irá terminar, mas nem por isso o filme é destituído de prazer na forma como arma a jornada de amizade e reconciliação. Otto é a parcela de familiaridade de tecnologia que falta na vida de Olavi.
 
Se os dois se estranham num primeiro momento, é óbvio que se tornarão amigos, sendo o rapaz fundamental no plano do avô em provar que o quadro sem assinatura é de Repin, o que poderá render lucros aos dois. Olavi, por sua vez, pode mostrar ao neto o poder da arte – seja em sua função estética ou mesmo como mercadoria. O roteiro de Anna Heinämaa traz uma história bem armada que aperta os botões certos da emoção, sem soar forçado ou gratuito. Mais do que isso, O último lance é um filme que parece acenar para um remake norte-americano. Não é difícil imaginar Robert De Niro ou Al Pacino no papel central ganhando uma indicação ao Oscar – ainda assim, será difícil superar a performance inspirada do veterano finlandês Nousiainen. 

Alysson Oliveira


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