Meditation park

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País


Sinopse

Esposa e mãe dedicada aos filhos, a imigrante chinesa Maria Wahang vê sua vida desmoronar quando descobre uma peça íntima de outra mulher no bolso da calça de seu marido. Ela se lança a uma jornada de auto-redescoberta.


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Crítica Cineweb

08/04/2019

Meditation Park, da diretora canadense Mina Shum, acompanha a vida de um casal de chineses, que imigrou para o Canadá para recomeçar a vida. Em Vancouver, superadas as dificuldades iniciais de adaptação a um novo país e sua cultura, com um filho e uma filha adultos, enfrentam agora outros dilemas: o peso do envelhecimento, que para Maria Whang (Pei-Pei Cheng) é mais impactante, e a aceitação do casamento do filho, afastado do convívio familiar pelo pai, Bing Whang (Tzia Ma), por causa de um desentendimento do passado.
 
A paz ilusória da família é abalada quando Maria descobre que o marido tem um caso com uma mulher mais jovem. Sem que ele perceba, ela passa a segui-lo de forma obstinada, até comprovar a traição.
 
Pei-Pei Cheng, veterana do cinema chinês, dá corpo e alma a uma mulher humilhada que encontra forças para buscar a liberdade e o crescimento pessoal, sem se deixar levar pelo sentimento de vingança. É uma personagem silenciosa, presa a uma vida familiar tradicional, na qual mulheres como ela só ocupam posições secundárias, deixando a cargo do marido a tomada das decisões de “responsabilidade”.
 
A filha, Ava (Sandra Oh, do seriado Grey’s Anatomy), faz o contraponto da nova geração de descendentes chineses já enraizada no Canadá, casada e com dois filhos. Ela gostaria que o pai se reconciliasse com o filho e participasse de sua cerimônia de casamento, mas não encontra espaço para conversar com Bing, irredutível.
 
Um grupo de vizinhas, também imigrantes chinesas, fecha o círculo feminino em torno de Maria e ganha um dinheiro extra alugando ilegalmente vagas para estacionamento nos quintais de suas casas. Como definiu Mina Shum em uma entrevista, são pessoas invisíveis na paisagem de Vancouver, que se movimentam nas ruas da cidade e levam suas vidas. São pessoas comuns, sem protagonismo, cujas histórias estão à espera de ser contadas.

Luiz Vita


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