Ayka

Ficha técnica


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País


Sinopse

Ayka veio do Quirguistão para Moscou, a fim de trabalhar e resgatar uma dívida em sua terra. No momento, ela vive vários dilemas: sua autorização de trabalho venceu, ela está prestes a dar à luz e os agiotas ameaçam ela e sua família.


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Crítica Cineweb

03/04/2019

Conhecido pelo bucólico Tulpan, vencedor do prêmio da mostra Un Certain Regard de Cannes 2008, o diretor cazaque Sergey Dvortsevoy toma uma outra vertente com este retrato de uma situação social extrema, fechando o foco numa única personagem, Ayka (Samal Yesyamova), jovem mulher que vive uma jornada infernal ao longo de vários dias.

Dvortsevoy condensa em 1h40, sem sobras, o dilema dessa jovem imigrante quirguiz em Moscou, que acaba de dar à luz, como se vê na primeira sequência. Ela, no entanto, não tem a menor condição de acolher seu bebê. Saiu de seu povoado depois de endividar-se com a máfia local para abrir um pequeno ateliê de costura. Agora, sua autorização de trabalho venceu e ela não consegue juntar o dinheiro para resgatar a dívida. Sua irmã, que ficou para trás, está em perigo mortal, traduzido em ameaçadoras chamadas no celular.

Minimalista e intenso, o filme resolve-se com uma precisa economia cinematográfica com sua opção por uma câmera sempre colada no corpo e no rosto desta jovem permanentemente em fuga, nas ruas cobertas de neve de Moscou, sofrendo de dores, incompreendida, rejeitada, vulnerável. Que grande atriz é essa Samal Yesyamova, com muita justiça vencedora do prêmio de interpretação feminina em Cannes 2018.Ela é o filme. .

Sem dúvida, trata-se de uma obra dolorosa, exasperante, em que os espectadores são levados a compartilhar intimamente o calvário da protagonista, Ayka toma o pulso de um mundo disfuncional.sem deixar de ser extremamente envolvente. Sua intensidade busca provocar empatia pela tragédia humana das pessoas miúdas, vulneráveis, colocadas no limite de suas forças. Ayka é um símbolo de tantas outras figuras desprotegidas, num mundo hostil a partir do clima, da geografia, da invisibilidade a que são relegadas por um modelo de sociedade que simplesmente não funciona.

Neusa Barbosa


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