O chalé é uma ilha batida de vento e chuva

O chalé é uma ilha batida de vento e chuva

Ficha técnica

  • Nome: O chalé é uma ilha batida de vento e chuva
  • Nome Original: O chalé é uma ilha batida de vento e chuva
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 72 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Letícia Simões
  • Elenco:

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País


Sinopse

Documentário resgata parte da vida do escritor paraense Dalcídio Jurandir, utilizando suas cartas como apoio numa revisita à ilha do Marajó, onde ele trabalhou como inspetor escolar em meados dos anos 1930.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

27/03/2019

O documentário O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva é caudaloso, como a escrita poética de Dalcídio Jurandir (1919-1979), escritor marajoara que inspirou a diretora Letícia Simões a percorrer, em 2017, rios e terras da Ilha da Marajó para encontrar traços da passagem do personagem pelo local. Em 1939, ele percorreu a ilha de barco, durante vários meses, para inspecionar escolas públicas e documentar o estado em que se encontravam. Havia saído há pouco tempo da prisão, onde foi colocado pela ditadura Vargas, e precisava de dinheiro para sustentar a família - a mulher e um filho recém-nascido.
 
O percurso de Dalcídio é narrado pela própria diretora, em off, a partir das cartas que o escritor enviava com frequência para a mulher. Em todas, registra o carinho e a preocupação com o filho e relata as dificuldades que encontra no caminho, como o estado das escolas, a situação de alunos e professores, e, principalmente, a situação da população local, que vive do que o rio dá.

Com vários prêmios acumulados no ano passado em festivais e mostras –  prêmio do Júri Popular e da Crítica – Coletivo Elviras Olhar de Cinema, na Semana de Cinema 2018; prêmio Olhares Brasil de Melhor Longa-metragem e Prêmio Looke de Distribuição, na Mostra Outros Olhares – Festival Internacional de Curitiba 2018; prêmio de Melhor Longa-Metragem, no Ela Faz Cinema 2018, e participação na mostra competitiva do Cinélatino, 30º Rencontre de Toulouse 2018 –, O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva traça um retrato terno do romancista que transborda da escrita do escritor e encharca as imagens captadas agora por Letícia Simões. Os alunos, os trabalhadores e as escolas simples revisitadas retratam paisagens paradas no tempo, que talvez não difiram tanto assim daquelas encontradas pelo então inspetor de ensino.

Na viagem nasce a ideia de um novo romance: “Começo a ter uma ideia de livro, que conte as histórias da gente miúda daqui. Tento captar o trivial, o não heroico da vida, do dia a dia, que parece coisa nenhuma”. Essa coisa nenhuma, o nonada, está ao alcance dos olhos. Pode chamar também de poesia ou de “uma forma de alegria”. Chame como quiser.

Luiz Vita


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