Mal nosso

Ficha técnica


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País


Sinopse

Ademir, um médium, encontra Charles, um assassino de aluguel, na internet, e o contrata para um serviço repleto de exigências, além de um pagamento polpudo. Com isso, o espiritualista espera revolver um problema que coloca em risco a vida de sua filha.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/03/2019

Mal nosso é um terror brasileiro e por esse simples fato foi saudado pela crítica e festivais por onde passou pelo mundo: por ser um terror brasileiro. Aos imunes a esse feito, sobra um filme que percorre vários caminhos testados e bem-sucedidos do gênero, sem nunca se destacar em nenhum. Escrito e dirigido pelo estreante Samuel Galli, o longa começa com sangue jorrando e termina com o diabo.
 
Arthur (Ademir Esteves) assiste a um vídeo de assassinato nas profundezas da internet. São cenas de puro gore que o filme mostra com certo prazer perverso. Depois ele contata o próprio assassino para encomendar um serviço. Seria Arthur o mocinho ou o vilão?, fica a pergunta. Aos poucos, o filme dá a resposta. Ele se encontra com o assassino numa boate em São Paulo, Charles (Ricardo Casella), a quem contrata para um serviço repleto de peculiaridades.
 
Arthur tem poderes mediúnicos, descobrimos mais tarde, além de uma filha, Michelle (Luara Pepita), que está entrando na vida adulta. Um mal que o persegue, no entanto, coloca a vida dos dois em risco, por isso ele contratou um assassino para parar o diabo.
 
A premissa garante reviravoltas e alguns sustos mas, entre uma coisa e outra, o filme padece de diálogos forçados e interpretações que poderiam ser melhores. Sutileza também não é o forte de Mal nosso. Numa cena, o assassino diz: “Eu odeio gente”. Na outra, Michele, que quer ser pediatra apesar de ter medo de sangue, fala: “Eu gosto de gente”. E este nem é o maior dos males.
 
Repetindo o padrão de machismo típico de filmes de terror e afins, Mal nosso coloca todas as poucas personagens femininas em posição de inferioridade. Elas estão na ponta dos dois extremos: são santas ou meretrizes e, com isso, ou dependem de um homem para protegê-las ou para acabar com elas. Fora a fragilidade incompreensível de Michelle, há um casal de lésbicas que parecem estar em cena para servir de fetiche, e depois jorrar sangue – talvez, nesse caso, as duas coisas se equivalham. Em cena também há um palhaço (Reinaldo Colmanetti) num circo, cujo funcionamento mais parece saído de um filme espírita.
 
Mal nosso é um filme repleto de boas intenções mas, como se sabe, o inferno cinematográfico está cheio disso. No caso aqui, o inferno sobe à Terra e traz o diabo consigo, colocando-o na frente da câmera. 

Alysson Oliveira


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