Maligno

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Miles é um criança super inteligente, mas pouco sociável que parece fazer o mal por puro prazer. Quando sua mãe procura ajuda de uma psicóloga, descobre que uma força maligna pode estar agindo sobre o menino.


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Crítica Cineweb

06/03/2019

Maligno talvez seja um filme que se leva a sério demais. Suas aspirações chegam ao nível de A profecia (o original, é claro), com direito ao design do título na abertura ser parecido com o clássico do terror. Mas sua grande fonte de inspiração parece vir do clássico dos clássicos do subgênero criança assassina: Tara Maldita (inexplicável título brasileiro que deram para o filme de 1956, The bad seed, que se traduz por algo como A semente malvada) – sobre uma menina capaz de fazer de tudo, especialmente matar.
 
O grande problema do filme dirigido por Nicholas McCarthy é ser completamente destituído de suspense, o que, para algo do gênero, não é uma boa escolha. Logo na primeira cena, tudo é explicado: um assassino serial (Paul Fauteux) é morto pela polícia e na mesma hora nasce o filho do casal Sarah (Taylor Schilling, cujas feições lembram Lee Remick) e John (Peter Mooney). Para não deixar qualquer dúvida de que o criminoso está naquele bebê, o corpo do recém-nascido traz pontos de sangue exatamente nos mesmos lugares onde o criminoso levou os tiros fatais. Sutileza está longe de ser o forte aqui.
 
O roteiro de Jeff Buhler (responsável pelo remake ainda inédito de Cemitério maldito), porém, não deixa claro porque o assassino escolheu aquele menino – possivelmente, porque era o único disponível, mas, enfim... O pequeno Miles (Jackson Robert Scott) cresce super inteligente mas pouco sociável e, digamos, maligno, ferindo a babá e espancando um coleguinha na escola simplesmente porque quis. A mãe procura ajuda médica, e o que encontra, além da psicóloga (Paula Boudreau), é um sujeito (Colm Feore) – a quem Miles define como um ex-hippie rico e velho – que lhe diz poder haver uma outra alma dentro do menino – embora ainda não saibam que ela é maligna.
 
O que se segue é uma série de reviravoltas previsíveis por conta do excesso de didatismo do roteiro. Quando o ex-hippie conta uma história sobre um garoto indiano que é a reencarnação de um homem que voltou para resolver problemas do passado, fica claro porque o assassino tomou o pequeno Miles. As muitas explicações minam o suspense de um terror que poderia ser melhor se confiasse mais no seu público. O que não é de todo ruim aqui é a interpretação de Schilling como uma mãe desesperada diante de uma situação assustadora e que a faz tomar medidas extremas. 

Alysson Oliveira


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