Rafiki

Rafiki

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Kena e Ziki são duas garotas de Nairóbi cujos pais estão se enfrentando numa eleição. Elas são de meios sociais diferentes mas acabam se apaixonando, o que provoca uma série de reações de preconceito.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

27/02/2019

Com première mundial na seção Un Certain Regard, no Festival de Cannes 2018, a produção queniana Rafiki (“amiga”), da diretora Wanuri Kahiu foi o primeiro filme do Quênia a ser selecionado em Cannes. Ainda assim, havia sido proibido em seu país por apresentar uma “visão muito positiva” do lesbianismo. Como se vê, ignorância e obscurantismo andam de mãos dadas e não têm pátria.
 
Na história, duas garotas de Nairóbi, Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva), são filhas de dois candidatos de uma eleição, o pai da primeira, comerciante, e o da segunda, rico empresário. Só essa rivalidade entre os pais já seria um obstáculo para uma amizade simples. Isso se complica quando elas se apaixonam uma pela outra – tornando-se alvo de violência e pivôs de um escândalo na comunidade.
 
O potencial dramático deste segundo trabalho da diretora é contrabalançado por uma visível intenção de injetar uma dose de colorido e juventude neste relato, inclusive nos figurinos e na música.  De todo modo, as duas protagonistas são carismáticas e sustentam a história. Ao seu redor, os personagens secundários, como seus pais, a fofoqueira local, sua filha e um pastor ultra-moralista e performático não escapam de uma certa fórmula, mas reforçam o recado que se quer dar. Em termos de sensualidade, o filme é tão pudico que é difícil imaginar que possa ofender alguém, exceto os ultra-moralistas.  

Neusa Barbosa


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança