Capitã Marvel

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 4 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Vers é uma mulher que vive entre os Kree, tentando dominar seus poderes e sem saber ainda que sua verdadeira identidade se esconde na Terra, onde ela foi a pilota da Força Aérea Carol Danvers.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

27/02/2019

Protagonizada pela premiada Brie Larson – Oscar de melhor atriz pelo drama O Quarto de Jack (2015) -, Capitã Marvel tem tudo para ser o retrato de uma heroína à altura dos novos tempos – forte, competente, solidária, empática, sexy e destemida. Não é pouca aposta para o primeiro filme do universo Marvel estrelado por uma mulher, uma resposta ao sucesso mundial de Mulher-Maravilha (2017), a joia feminina da DC.
 
Devidamente atualizada, depois de ter nascido nos gibis, em 1967, como uma simples parceira de um herói masculino, a nova heroína é poderosa por si mesma, muito antes de adquirir novos poderes, como assinalou a própria Brie Larson. Desde criança, ela enfrentou bullying na própria família, na escola, na academia militar, antes de tornar-se pilota da Força Aérea. Toda esta trajetória, no entanto, pertence a um passado do qual ela recorda apenas vagos flashes. No momento, tudo que ela sabe é que se chama Vers e vive com o povo Kree, bem longe da Terra.
 
Sua rotina consiste de duros treinamentos com Yon Kogg (Jude Law), que insiste em que ela adquira controle sobre suas emoções. Afinal, fora a força física, a moça é capaz de emitir energia pelos punhos e olhos de maneira visceral. Além deste treino, ela tem contato psíquico com uma misteriosa mentora (Annette Bening).
 
Quando Vers parte em sua primeira missão externa, em outro planeta, caindo prisioneira dos Skrulls – povo vilanizado pelos Kree e que é capaz de assumir a aparência de quem estiver próximo – tudo sai dos trilhos. Cada vez mais, ela entra em contato com um subconsciente repleto de memórias cujos detalhes não consegue encaixar.
 
Finalmente, ela escapa numa nave e vai parar na Terra – conhecida pelos alienígenas como planeta C-53. O ano: 1995. Vers aterrissa quebrando o telhado de uma locadora Blockbuster. Do lado de fora, orelhões, pagers e internet discada definem o ambiente. Nesse clima retrô, ela mantém o primeiro contato com o agente SHIELD Nick Fury (Samuel L. Jackson), o primeiro a perceber que tem diante de si material autêntico. Vers não é nenhuma maluca em surto se passando por alienígena.
 
Unindo astúcia, tiradas cínicas e lutas bem boas – a moça aproveitou bem as aulas de artes marciais -, Vers e Nick desvendam aos poucos o conflito entre os Krees e os Skrulls, que fazem da Terra o seu campo de batalha. Enquanto isso, Vers vai ao encontro de um passado que inclui a pilota Mary Rambeau (Lashana Lynch) e que pode dar-lhe a chave de seu destino, ainda sob a identidade de Carol Danvers.
 
Dirigido pela dupla Anna Boden – primeira diretora de um filme do universo Marvel – e Ryan Fleck, Capitã Marvel dá o que promete numa saga de apresentação da personagem, recheada de ação e reviravoltas e temperada com humor. Um toque legal é dado pelo gato amarelo Goose, na tela vivido por quatro bichanos (Reggie, Archie, Gonzo e Rizzo), que faz a delícia dos amantes de felinos, inclusive numa cena pós-créditos.
 
Antes mesmo da estreia do filme, a trollagem machista tentou boicotar a nova heroína, seguindo a mesma reação diante de Star Wars: Episódio IX e As Caça-Fantasmas. Um outro episódio ridículo. Ninguém é obrigado a gostar de Capitã Marvel, mas no mínimo tem que assistir antes para ter direito a uma opinião. E o que temos a dizer é: Brie Larson arrasa, com um figurino bem mais comportado do que a Mulher-Maravilha e fixa uma imagem empoderada e sensível da personagem. E vem aí o filme solo da Viúva Negra de Scarlett Johansson para acabar de tirar o sono dos machistas. Arrasem, garotas!

Neusa Barbosa


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança