Homem livre

Ficha técnica


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País


Sinopse

Hélio Lotte foi um astro de rock cuja carreira acabou depois de cometer um crime. Posto em liberdade, por pagar parte da pena, ele é ajudado por um pastor evangélico que pode estar usando sua fama.


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Crítica Cineweb

20/02/2019

O título desse drama brasileiro, Homem livre, talvez deva ser lido numa chave irônica e indagando o que é a liberdade. O filme começa com Hélio Lotte (Armando Babaioff) se hospedando num cômodo em cima de uma igreja evangélica no subúrbio do Rio de Janeiro. Ex-astro do rock, ele ficou preso porque cometeu um crime que abalou o país. Agora, depois de cumprir parte da pena, está de volta às ruas e renascido na religião.
 
O filme, dirigido por Alvaro Furloni, transita numa chave da incerteza. O que levou Hélio Lotte a cometer o crime (ato, que, aliás, é revelado aos poucos ao longo da narrativa)? Mais do que isso: ele está pronto para voltar a viver em sociedade? Quais são as reais intenções do pastor Gileno (Flávio Bauraqui), que o ajuda com tanto empenho? E as de Jamily, a fiel (Thuany Andrade) que se aproxima do antigo astro? O filme, sagazmente, levanta questões e não procura respostas simples e rápidas. Trabalhando com um roteiro de Pedro Perazzo, o diretor constrói sua narrativa num jogo de sombras, bastante condizente com a ótima fotografia soturna de Guilherme S. Francisco.
 
Hélio Lotte tenta levar uma vida séria, mas o passado insiste em bater na sua porta – seja através de uma jornalista insistente que o atormenta querendo fazer uma entrevista, ou pessoas que o agridem por conta de seu crime. Participando de cultos e trabalhando como uma espécie de vigia da igreja, o rapaz vai, aos poucos, perdendo a sanidade, por mais que o pastor o ajude.
 
O filme encontra em Babaioff e Bauraqui dois intérpretes à altura das incertezas dos personagens, que são compostos na corda bamba. A força de Homem livre vem exatamente deles, da nuance que imprimem em Hélio Lotte e Gileno. Nas mãos de atores menos competentes, o filme provavelmente não se sustentaria. A narrativa mergulha na paranoia de seu protagonista e o longa, cada vez mais, mergulha em incertezas. É uma opção arriscada do diretor e do roteirista que nem sempre funciona, mas, quando funciona, é um palco para os dois atores se destacarem. 

Alysson Oliveira


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