Cinderela pop

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País


Sinopse

Cíntia é uma adolescente que vive com a mãe, Ana, e a tia, Helena, depois do divórcio dos pais, por traição dele. Seu sonho é ser DJ, mas o pai é contra - e ela ainda tem uma inimiga na madrasta, que faz de tudo para prejudicá-la em favor de suas filhas gêmeas.


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Crítica Cineweb

19/02/2019

Investindo mais uma vez no público adolescente e tentando repetir o sucesso de Tudo por um popstar – que atraiu mais de um milhão de espectadores aos cinemas em 2018 -, o diretor Bruno Garotti une forças novamente com a atriz Maísa em Cinderela Pop. O roteiro, assinado por Marcelo Saback, parte do livro homônimo de Paula Pimenta, primeiro de uma série que revisita as “princesas modernas”.
 
Para uma história que tem sua inspiração no famoso conto de fadas, sua heroína, Cíntia Dorella (Maísa), mostra-se um bocado cética em relação ao romantismo. Tudo porque surpreendeu a traição de seu pai, César (Marcelo Valle), à sua mãe, Ana (Miriam Freeland), o que motivou o divórcio. Como resultado, as duas vão morar com a tia da menina, Helena (Elisa Pinheiro), e Ana retoma sua profissão de arqueóloga.
 
A garota, independente, sonha tornar-se DJ, mas tem que esconder o sonho do pai, que a impediria disso. Mais dificuldades aguardam Cíntia por conta do temperamento bélico da madrasta (Fernanda Paes Leme), que tem duas filhas gêmeas quase igualmente insuportáveis, Gisele (Kíria Malheiros) e Graziele (Letícia Pedro).
 
Não faltam exageros neste perfil da madrasta malvada e intrigante, que terá uma chance de atormentar Cíntia quando esta se torna interesse romântico de um famoso jovem cantor, Fredy Prince (Filipe Bragança) – que a viu como DJ mascarada numa noite, perdendo-a de vista sem descobrir sua identidade, ainda que tenha sobrado para trás um dos pés de tênis usados por ela. Gisele, a mais mimada das gêmeas, sonha com um namoro com Fredy e mamãe vai tramar contra Cíntia para que a filhinha tenha sucesso.
 
Num filme que é feito para gerar empatia com a plateia adolescente, Maísa até que se sai bem para encarnar uma garota independente, que prefere ir à luta do que fazer joguinhos de boazinha ou dissimulada. Seu contraste absoluto é a amiga Lara (Bárbara Maia), que não tem um pingo de autoestima ao tentar ganhar o afeto de um garoto da escola.
 
Talvez seja um universo excessivamente estereotipado, que ganharia maior naturalidade com algumas injeções de sutileza. Mas é diversão que procura a fórmula, ou seja, não complicar a vida de seu público, de quem exige quase nada.
 
Não seria nada mau se diretor e roteiristas tomassem algumas lições de delicadeza e humor sutil em outros exemplares de filmes adolescentes, caso de Houve uma vez dois verões (2002), de Jorge Furtado, Antes que o mundo acabe (2009), de Ana Luiza Azevedo, e As melhores coisas do mundo (2010), de Laís Bodanzky.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 07/03/2019 - 11h30 - Por Gildo Araújo Eu incluíria na lista "Podecrer!" (2007), de Arthur Fontes e "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" de (2014) Daniel Ribeiro.
  • 09/03/2019 - 11h52 - Por Neusa Barbosa Bem lembrado, Gildo. São outros dois filmes inteligentes sobre adolescentes.
    abs
    Neusa
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