Minha fama de mau

Ficha técnica


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País


Sinopse

Na década de 1960, na Barra da Tijuca, o jovem Erasmo Carlos era apaixonado por rock and roll. Logo conhece Roberto Carlos e Wanderléa, formando a turma da Jovem Guarda.


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Crítica Cineweb

05/02/2019

Minha fama de mau é um filme em busca de uma identidade. A priori, o longa se vende como a história do cantor e compositor Erasmo Carlos. Não é uma cinebiografia ao modo clássico (ufa!) mas mostra como ele ficou famoso. Esse é o centro do longa, assinado por Lui Farias, mas não é só isso. É também sobre como a Jovem Guarda surgiu e se tornou uma espécie de movimento artístico e também sobre a notória amizade entre Erasmo e Roberto Carlos, além de algumas paixões do protagonista. É tudo isso, e nada de maneira muito aprofundada. Falta um pouco de foco ao roteiro assinado pelo diretor, em parceria com L.G. Bayão e Letícia Mey.
 
Chay Suede, a cada novo trabalho no cinema, se destaca com um dos atores mais competentes de sua geração. Material humano não lhe falta para criar um tremendo personagem, mas o filme nunca está à altura de sua interpretação. Seu Erasmo (demora um tempo para que ele acrescente o “Carlos” ao seu nome) é cheio de talento e picardia. Um grande personagem, preso a um longa que nem sempre é grande.
 
Farias começa a narrativa de maneira ágil, com cortes rápidos, efeitos de quadrinhos (balões, pontinhos), parecendo mais interessado em dialogar com as novas gerações do que com os fãs veteranos de Erasmo. Não que seja sempre um problema, mas essa estética cansa, tanto que, a certa altura, é abandonada.
 
Erasmo é um jovem que sonha em ser cantor, vive de bicos, morando num cortiço na Tijuca dos anos de 1960, com sua mãe (Isabela Garcia). A sorte muda quando conhece Roberto (Gabriel Leone) e consegue um emprego como assistente de Carlos Imperial (Bruno de Lucca). Para chegar à fama, é um passo. A trajetória segue os altos e baixos do sucesso: o programa de televisão que a dupla faz com Wanderléia (Malu Rodrigues), o dinheiro e afins. Quando a amizade entre ele e Roberto acaba, Erasmo se afunda, perde dinheiro e não consegue mais um lugar para cantar.
 
É nesse momento que Minha fama de mau se torna um filme sobre a amizade dos dois artistas. Da maneira como tudo se organiza na narrativa, é mais interessante do que o resto. A vida amorosa do protagonista aparece em flashes de sua paixão por algumas mulheres – todas interpretadas por Bianca Comparato, e nenhuma com muita profundidade.
 
A direção de arte, os figurinos e o colorido vibrante do filme impressionam, e a recriação de época é iluminada. E, no fundo, talvez seja esse apenas o objetivo do diretor: fazer um filme leve que resgata um momento-chave da música pop nacional, repleto de jovialidade e cores. 

Alysson Oliveira


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