Ama-san

Ama-san

Ficha técnica

  • Nome: Ama-san
  • Nome Original: Ama-san
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Portugal
  • Ano de produção: 2018
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 112 min
  • Classificação: 10 anos
  • Direção: Cláudia Varejão
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Em Wagu, península de Ise, no Japão, muitas mulheres dedicam-se à coleta de mariscos, moluscos e ouriços do mar, uma atividade milenar que vem permitindo autonomia a elas. O documentário retrata seu cotidiano, preparação e momentos de descontração e em família.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

02/01/2019

Premiado em festivais como o Doc Lisboa e Karlovy Vary, o documentário assinado pela cineasta portuguesa Cláudia Varejão demonstra grande sensibilidade para retratar o mundo das coletoras de mariscos e moluscos no Japão. Trata-se de uma atividade milenar, realizada com métodos rudimentares. Estas mulheres, de idades variadas, mergulham em águas relativamente rasas usando apenas roupas sobrepostas, de tecido e borracha, e uma máscara de vidro. No mais, devem contar com seu próprio fôlego, já que não utilizam equipamento profissional de mergulho.
 
A câmera atenta da diretora insere-se no cotidiano de sete destas “ama-san”, que se dedicam à atividade em Wagu, península de Ise. Acompanha-se o ritual de sua preparação, colocando as duas camadas de roupa e ajeitando o lenço tradicional em torno da cabeça – cuja arte exige o domínio de diversas dobraduras, requerendo um aprendizado que as mais jovens eventualmente custam a absorver.
 
Durante a temporada de coleta – de março a setembro -, já devidamente paramentadas, elas partem diariamente do porto, a bordo de um barco, pilotado pelo único homem da equipe.  Ele as deixa em pontos precisos, elas mergulham, deixando marcados seus locais de coleta a partir de uma pequena boia, ligada por uma corda à sua cesta. Horas mais tarde, o barqueiro soa um alarme e vem recolhê-las de volta, uma a uma.
 
O documentário segue estas mulheres também em sua rotina fora do trabalho, no cabeleireiro, em momentos em família – são notáveis as interações de algumas delas com os filhos pequenos – e também em confraternizações entre o grupo, como um karaokê e um jantar regado a muita cerveja, em cujas conversas emergem algumas confissões, temperadas com muitas risadas.
 
Da mesma forma, evidenciam-se as mudanças históricas ocorridas na renda da atividade – em épocas não muito distantes, as coletoras garantiam mais lucros a partir da obtenção de ostras e pérolas, hoje já não mais encontradas. E não se deixa de salientar a possibilidade de desaparecimento desta profissão tão artesanal num Japão ultramoderno – cuja presença é lembrada pelos insistentes comerciais da TV.

Neusa Barbosa


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