Yara

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Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Yara é uma adolescente de 16 anos, órfã, que vive com a avó numa pequena propriedade rural nas montanhas do vale de Kadisha, norte do Líbano. Elas levam uma vida isolada, dedicadas ao cuidado da casa e de animais de criação. Um dia, o jovem Elias passa por ali e Yara conhece o primeiro amor.


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Crítica Cineweb

02/01/2019

Dirigido pelo iraquiano Abbas Fahdel e filmado no Líbano, o drama Yara reflete, em ritmo semidocumental, o cotidiano de uma pequena família formada apenas por duas mulheres. A adolescente Yara (Michelle Wehbe), de 16 anos, vive com a avó (Mary Alkady) depois da morte dos pais. As duas moram numa pequena propriedade rural no vale do Kadisha, norte do país, encarapitada nas montanhas, com uma vista belíssima para a natureza rude da região.
 
É uma vida solitária a das duas, que dividem tarefas cuidando de galinhas, cabras, pequenos plantios e sem nenhuma vida social. Visitantes eventuais são vizinhos que trazem mantimentos para as duas.
 
Como toda adolescente, Yara sonha enquanto lava sua roupa e perde seu olhar no horizonte. Um dia, passa por ali outro jovem, Elias (Elias Freifer), que se perdeu nas montanhas. Entre os dois forma-se uma camaradagem espontânea. Logo estão se vendo sempre e namorando.
 
Não há nenhuma ousadia neste relacionamento. Mas o simples fato de enxergarem a presença de um forasteiro provoca comentários dos vizinhos – invisíveis, porém atentos. Todo o moralismo latente vem à tona para vigiar o comportamento da menina nesta pequena comunidade rural cristã.
 
Fahdel, em seu quinto filme, constrói sua história em notas sutis, sem grandes rompantes de sentimentos ou rebeldia. Trata-se do relato de um primeiro amor que cresce ao sabor do vento mas encontra de frente as asperezas da realidade, das necessidades de escolhas. A narrativa progride mais pelas ausências do que pelas afirmações enfáticas. Como morreram os pais de Yara? Por que nessa região há tantas casas vazias? Por que uma igreja, uma escola abandonadas? No que tanto pensa Yara quando olha o horizonte? Nesses não-ditos, que o público terá que preencher com a própria imaginação, é que reside a beleza da história, extremamente minimalista.

Neusa Barbosa


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