Emma e as cores da vida

Emma e as cores da vida

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Teo é um publicitário mulherengo que tem uma namorada e uma amante, mas acaba se encantando com Emma, uma osteopata deficiente visual. A jovem é bastante independente e talvez não se deixe levar pelos jogos de sedução do pretendente.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

12/12/2018

O diretor do sucesso Pão e Tulipas (2000), Silvio Soldini, volta às telas brasileiras com mais um exemplar de seus melodramas românticos. Em Emma e as cores da vida, que foi inspirado num documentário feito pelo diretor, ele investe nos dilemas dos deficientes visuais e sua luta pela possível normalidade. Sua protagonista na viagem é Emma (a sempre deslumbrante Valeria Golino), uma osteopata bem-sucedida pela sensibilidade de suas mãos para desarmar nós musculares e travamentos ósseos e que até pratica beisebol, apesar da deficiência visual.
 
Um dia, entra no seu consultório Teo (Adriano Giannini), um publicitário de sucesso e de extrema imaturidade emocional. Por algum motivo, rompeu com a família e recusa-se até a comparecer ao enterro do pai. Na vida amorosa, apesar de ter uma bela noiva, Greta (Anna Ferzetti), não perde uma oportunidade de envolver-se compulsivamente com outras mulheres.
 
É neste contexto que se desenvolve um relacionamento, inusitado para Teo, em que ele virtualmente vai redescobrir pequenos prazeres do cotidiano convivendo com uma mulher que, apesar de não enxergar, não deixa de encontrar sabor e colorido em tudo o que experimenta e faz.
 
Há uma dedicação evidente dos intérpretes a serviço da autenticidade deste envolvimento, do qual é parte também a amiga de Emma, Patti (Arianna Scommegna), igualmente deficiente visual e alívio cômico quando a situação ameaça descambar para a pieguice. Um problema no roteiro, assinado por Soldini, sua habitual parceira, Doriana Leondeff, e Davide Lantieri, é a inconsistência de alguns personagens, especialmente Teo – sem contar Greta, a quem o filme jamais dá chance de sair do estereótipo. Somente Emma, na verdade, tem nuances que a humanizam abaixo da superfície, o que significa assumir que mesmo sendo uma mulher bela e independente, a deficiência a coloca numa posição de ter menos opções sentimentais.
 
Já Teo poderia assumir uma complexidade maior, ultrapassando um pouco mais os clichês do cafajeste bonitão – isto sem querer forçar finais felizes hollywoodianos. Não falta sentimento à história, mas sim um pouco mais de intensidade e mesmo de humor.

Neusa Barbosa


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança