Maria Callas - Em suas próprias palavras

Ficha técnica

  • Nome: Maria Callas - Em suas próprias palavras
  • Nome Original: Maria by Callas
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: França
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 113 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Tom Volf
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Documentário revisita a carismática cantora lírica greco-americana a partir de imagens de arquivo e entrevistas, que dão conta de seu excepcional talento e de uma vida pessoal e amorosa turbulenta e infeliz - como sua ligação com o milionário Aristóteles Onassis.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

28/11/2018

A vida e obra da soprano Maria Callas (1923-1977) são uma tentação para qualquer documentarista. Na vida, ela foi uma personagem quase tão grande, contraditória e intensa como as protagonistas das famosas óperas que interpretou, deixando atrás de si uma aura de lenda difícil de igualar.
 
Bela, altiva e solitária, Callas ocupa este documentário de Tom Volf de ponta a ponta, num rico material de arquivo, pesquisado nas diversas fases de uma vida que durou apenas 53 anos e foi pontuada pelo sucesso planetário e casos amorosos infelizes – o mais célebre deles, com o bilionário grego Aristóteles Onassis.
 
Felizmente, o filme equilibra a inevitável referência a alguns dos escândalos que marcaram a trajetória da diva greco-americana – como o repúdio recebido em Roma, em janeiro de 1958, por suspender uma apresentação alegando bronquite e o casamento de Onassis com Jackeline Kennedy, em 1968 – com apresentações da carismática cantora. Para deleite dos fãs, estão aqui generosos trechos de suas inesquecíveis interpretações de Norma, de Vincenzo Bellini, Carmem, de Georges Bizet, Tosca e Madame Butterfly, de Giacomo Puccini, entre outras.
 
As entrevistas de Callas são um capítulo à parte, dada a sinceridade com que ela confessa os sacrifícios pessoais feitos em nome da arte que a celebrizou, roubando-lhe a infância e a adolescência. Obcecada pelo desejo de que a filha se tornasse cantora lírica, desde cedo sua mãe a dirigiu com mão de ferro neste sentido. Maria aprendeu piano aos 8 anos e entrou no Conservatório, depois de voltar dos EUA para a Grécia, já aos 13 anos, tendo que mentir a idade (a escola só aceitava alunos a partir dos 17 anos). Ali conheceu, também, Elvira Hidalgo, que foi sua professora e amiga por toda a vida.
 
Em alguns momentos, esta sinceridade da cantora é surpreendente. Ela admite sem rodeios que abriria mão de toda sua brilhante carreira para ter tido uma família e filhos, pois era esse, na sua visão, o destino de uma mulher. Não foi esse, no entanto, o rumo de sua vida, com um casamento infeliz com o empresário Giovanni Battista Meneghini e o complicado caso com Onassis, que a trocou por Jackie mas depois a procurou de novo.
 
Nenhum destes conflitos e altos e baixos obscurecem, no entanto, a força do talento e determinação desta musa de olhos profundos que foi o sonho de diretores italianos, como Luchino Visconti, que a dirigiu em óperas, e Pier Paolo Pasolini, que a convenceu a entrar para o cinema numa versão de Medeia (1969).

Neusa Barbosa


Trailer


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