De repente uma família

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Pete e Ellie formam um casal feliz e bem-sucedido, mas sem filhos. De repente, eles começam a ficar incomodados com isso e resolvem adotar. Conhecem, então, a adolescente Lizzie, que está num lar provisório, e tem dois outros irmãos na mesma situação, Juan e Lita. Como o programa de adoção recomenda não separar irmãos, o casal resolve ficar com eles. E os desafios começam.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

21/11/2018

Há um indiscutível apelo humano nesta comédia dramática, dirigida por Sean Anders a partir de uma inusitada experiência pessoal, adotando nada menos do que três crianças de uma vez.
 
É nesta situação que se coloca o casal central do filme, Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne). Casados há bastante tempo, bem-sucedidos financeiramente e no limite da maturidade, ele se sentem desafiados pela opção de ter ou não filhos. Ela começa a olhar na internet as fotos de crianças e adolescentes que estão em lares provisórios e os dois acabam se comovendo e indo conhecê-los pessoalmente.
 
Suas guias neste mundo são Karen (Octavia Spencer) e Sharon (Tig Notaro), duas dedicadas funcionárias públicas cuja missão é promover o encontro entre crianças abandonadas ou separadas de pais problemáticos e potenciais novos pais adotivos. Desta maneira, Pete e Ellie acabam atraídos pela ideia de adotar uma adolescente, Lizzie (Isabela Moner). No entanto, ela tem dois irmãos menores, Juan (Gustavo Quiroz) e Lita (Julianna Gamiz) e a ideia do programa de adoção é manter famílias unidas. Assim, do dia para a noite, o casal ganha três filhos com perfis e demandas diferentes.
 
Um problema é que o roteiro, assinado pelo diretor e John Morris, não desenvolve suficientemente os personagens do casal principal, cuja psicologia e motivações permanecem um tanto obscuras. Assim, soa meio gratuito que a dupla, até então independente e feliz, repentinamente tenha sido seduzida pela ideia de uma adoção, ainda mais de três garotos com uma carga emocional complexa – sua mãe biológica está presa e eles viveram em lares provisórios que os traumatizaram.
 
Curiosamente, são mais substanciais as personagens das funcionárias Karen e Sharon, que ainda por cima injetam humor e ternura ao longo do difícil trajeto do casal. O humor da história, em outros momentos, é mais discutível – como algumas tiradas absurdas de Pete e o comportamento incrivelmente pouco solidário de outros candidatos a pais adotivos nas sessões de apoio de que participam. Tudo somado, o filme é repleto de boas intenções mas aposta demais na mensagem “o amor resolve tudo”. Na real, nada é tão simples.

Neusa Barbosa


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança