Robin Hood - A origem

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Sinopse

Robin Hood é um nobre inglês convocado para lutar nas Cruzadas no Oriente Médio. Quando volta para casa, descobre que foi dado como morto e sua amada Marian se casou com outro homem. Para se vingar, começa a roubar o impostos e devolver o dinheiro aos mais pobres.


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Crítica Cineweb

21/11/2018

Robin Hood, diz a lenda, roubava dos ricos e distribuía para os pobres. Vivesse no Brasil contemporâneo, já teria ouvido algumas vezes a frase: “Vai pra Cuba!”. Mas ele viveu, diz a lenda novamente, na Inglaterra da Idade Média. A figura é fascinante em sua cruzada pela justiça social, mas sua ideologia nunca é levada a sério pelo cinema em suas inúmeras adaptações – quando muito, um reformista, nunca um revolucionário. Na mais recente, Robin Hood – A origem, o personagem é, digamos, neoliberalizado. Sua batalha é contra os impostos. Vivesse no Brasil contemporâneo, usaria a hashtag #impostoéroubo.
 
O filme dirigido pelo inglês Otto Bathurst conta, de uma maneira bem peculiar e com uma visão de mundo mais peculiar ainda, as origens de Robin Hood, segundo os roteiristas Ben Chandler e David James Kelly, ambos estreantes em longa. Nessa versão, Robin of Loxley (Taron Egerton) é um nobre que se casa com Marian (Eve Hewson), que é justiceira social antes mesmo de ele o ser. Eles vivem apaixonadamente no solar dele, até que o rapaz é mandado para o Oriente Médio. De lá, volta com transtorno de estresse pós-traumático e descobre que não só foi dado como morto, como também sua amada está com outro homem, Will Scarlet (Jamie Dornan).
 
De volta ao lar, Robin faz parceria com um mouro, que adota a versão anglicizada do seu nome, John (Jamie Foxx). É ele quem treina o rapaz para lutar contra os nobres e o clero que oprimem os pobres com a cobrança de impostos. John também tem um interesse pessoal para isso: vingança pela morte de seu filho.
 
A trama aqui é pífia, mera desculpa para cenas de ação, sopapos e explosões, em meio a palavras de ordem. Mas o que realmente chama a atenção é o figurino de couro do filme. Todos os personagens, em mais ou menos momentos, usam roupas de couro belamente costuradas – especialmente o sobretudo do vilão, o Xerife, interpretado por Ben Mendelsohn.
 
Oitenta anos depois de uma das versões mais famosas, As aventuras de Robin Hood, protagonizada por Errol Flynn, este filme tenta fazer uma ponte entre o passado e o presente, colocando em cena, de maneira alegórica, acontecimentos contemporâneos como o Movimento Occupy, o Black Lives Matter e as invasões norte-americanas no Oriente Médio. Nada disso funciona, tudo soa forçado e mal trabalhado em ritmo de videogame. O diretor inspira-se no pior que há no cinema de Guy Ritchie, num filme que deve mais aos figurinos de Matrix do que a qualquer outra versão cinematográfica do personagem, que também já foi interpretado por Kevin Costner e Russell Crowe. 

Alysson Oliveira


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