Torre. Um dia brilhante

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Sinopse

Kaja é a mãe da pequena Nina, mas a menina nunca soube disso, acreditando que sua mãe é Mula, que, na verdade, é sua tia. Na ocasião da Primeira Comunhão da garota, a família se reúne, e os segredos enterrados podem vir à tona.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

12/11/2018

Existe uma linha tênue entre a ambição e a pretensão que a roteirista e diretora polonesa Jagoda Szelc cruza sem se dar conta em sua estreia em longas de ficção, Torre. Um dia brilhante – sim, assim mesmo, com ponto final, e duas frases. Ganhador de diversos prêmios em festivais em seu país, o filme, às vezes, lembra o que pode haver de pior no cinema grego e, em outros momentos, no dinamarquês – desde a descrença na humanidade e no mundo até os floreios formais que se transformam em exibicionismos gratuitos.
 
O começo, ao menos, é inteligível. Anna (Dorota Lukasiewicz) e seu marido Andrzej (Rafal Kwietniewski) viajam de carro com seus filhos pequenos e a irmã dela, Kaja (Malgorzata Szczerbowska), para a casa da irmã delas, Mula (Anna Krotoska), numa região rural onde a filha desta, Lila (Laila Hennessy), fará a Primeira Comunhão, um grande evento para a família.
 
Kaja, porém, é a verdadeira mãe da menina. Mas, assim que chega, Mula impõe regras, entre elas, nunca fica perto de Nina sem companhia, muito menos se dispõe a revelar o grande segredo. É um estado de tensão constante, que aumenta com o desenho de som feito para causar estranhamento e punir os tímpanos de quem se submeter a Torre. Um dia brilhante. Depois do começo relativamente promissor e compreensível, o filme entra numa espiral de loucura junto com suas personagens. O letreiro inicial “explica” que o longa é “baseado em acontecimentos futuros”- seja lá o que isso signifique.
 
Tentar compreender qualquer uma das linhas “narrativas” do longa pode ser uma tarefa ingrata e sem recompensa. Há tanta tensão entre as personagens que é um milagre que elas consigam ocupar o mesmo espaço cênico. Além disso, do nada surge e para o nada vai, em uma aparição um tanto oportunista, um refugiado (Mohammed Almughanni) perdido no meio de uma floresta que cerca a casa de Mula.
 
Szelc disse em uma entrevista ao site Cineuropa que cada elemento do título se refere a Mula e Kaja, respectivamente, o que não esclarece muito, nem estimula interesse. Talvez, enterrado em Torre. Um dia brilhante exista uma alegoria sobre a história da Polônia, ou algo parecido, mas é preciso ser versado no assunto para compreensão do que está ali – ao contrário disso, qualquer esforço pode ser vão e frustrante. 

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 01/12/2018 - 09h34 - Por johnb acad Assistimos o tal filme ontem, 30/11/18 no Cine Lasar Segall, em SP.
    O filme é muito pretencioso. Leva à tensão, apenas isso. E irrita justamente pela pretensão, tensão e,,,, por parar por ai. Chato, quase posso dizer que odiamos. Muito arrogante e é isso que nos faz quase odiá-lo.
    E a crítica aqui, do Cineweb é a melhor que pude achar dentre dezenas que localizei na web, tentando entender o filme. Perda de tempo em assistí-lo e em tentar entendê-lo. Se a diretora não "baixar a bola", vai parar na sua estreia em longas,
    Obrigado Cineweb,
    abs, John.
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