Pássaros de verão

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Sinopse

Na Colômbia, na comunidade indígena Wayuu, na região de Guajira, a chegada de jovens norte-americanos do programa Peace Corps, nos anos 1960, cria uma demanda por maconha. Os indígenas abandonam o cultivo tradicional de café em favor da droga, por assim ganharem muito mais dinheiro. Mas isso também traz violência e destruição de relações antes regidas pelas tradições.


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Crítica Cineweb

10/11/2018

Abriu a 50ª Quinzena dos Realizadores de Cannes em 2018 a produção colombiana Pájaros de Verano, dirigida pelo veterano Ciro Guerra (O Abraço da Serpente) e a produtora estreante como codiretora Cristina Gallego.
 
Leia entrevista com o diretor Ciro Guerra
 
Em mais um drama fortemente impregnado da realidade indígena, em sua maior parte do filme falado em idiomas nativos, Guerra e Gallego reconstituem, em ficção, dramáticos acontecimentos verídicos, ocorridos na comunidade Wayuu, na região de Guajira, entre as décadas de 1960 e 1980.
 
O enredo reproduz a drástica destruição da cultura e dos valores indígenas quando a comunidade é colocada diante da chance de ganhar muito dinheiro com o tráfico de maconha. Tudo começa nos anos 1960, quando jovens norte-americanos, enviados por seu governo dentro das atividades pseudo-educacionais/assistenciais, declaradamente anticomunistas, dos Peace Corps, começam a criar a demanda pela droga. Isto leva a que indígenas, que plantavam café, mudem o cultivo para a erva, acumulando muito dinheiro, mas também introduzindo armas e violência dentro de relações antes regidas pelas tradições.
 
Dividido em cinco capítulos, o filme retrata esse processo de nascimento dos carteis de drogas, que tanto ensanguentou a Colômbia, com riqueza de detalhes, contando com o trabalho de atores indígenas. O que se depreende deste drama fortíssimo é a violência do choque cultural, sem descuidar de imprimir a marca de um cineasta que não se afasta da consciência de que a humanidade é uma só, vulnerável e sujeita à alta voltagem da ambição e das emoções mais primitivas.  
 
No prêmio ibero-americano Fênix 2018, o filme venceu três troféus: melhor longa de ficção, melhor atriz (Carmiña Martínez) e melhor música original.

Neusa Barbosa


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