Em chamas

Ficha técnica


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Sinopse

Jongsu acabou seus estudos mas está desempregado, vivendo de bicos. Quando seu pai se envolve com problemas com a lei, ele é obrigado a voltar para tomar conta de seu sítio. Neste momento, ele retoma contato com Haemi, moça que conheceu quando criança, e seu namorado, Ben, um jovem rico e misterioso que exerce uma atração sinistra sobre todos à sua volta.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

31/10/2018

Adaptando obra do escritor japonês Haruki Murakami, Lee Chang-dong (diretor de Poesia, prêmio de melhor roteiro em Cannes há oito anos), explora muitos gêneros numa história cativante, em torno de um trio de jovens: a moça Haemi (Jun Jong-seo) e dois homens, o rico Ben (Steven Yeun, da série The Walking Dead) e o desempregado Jongsu (Yoo Ah-in). Não se trata de um mero triângulo amoroso e sim de um jogo de aparências, de verdades e mentiras, exercido nos mínimos detalhes – inclusive a existência, ou não, de um gato de estimação, cujo cuidado dá início ao próprio relacionamento entre Haemi e Jongsu.
 
Na verdade, os dois se conheceram na infância e se reencontram, anos depois. Depois de uma noitada, ela, que vai viajar à África, pede ao amigo que cuide de seu gato em sua ausência. O fato de que esse gato nunca é visto quando Jongsu vem alimentá-lo dá a largada sobre o que é, afinal, digno de ser acreditado, ou não. Tudo depende dos relatos, das palavras, de como se constrói a versão – e Jongsu é um aspirante a escritor, por isso, morde a isca.
 
Não só por isso. Jongsu é o personagem mais sensível, mais frágil, neste duelo que se forma entre ele e Ben, um jovem rico cuja atividade profissional é misteriosa e cujos relatos são igualmente hipnóticos para Jongsu, num sentido sinistro.
 
Há de tudo aqui – erotismo, suspense, drama, humanismo, comentário político-social – todos construídos com ritmo dramático e imagens impactantes, que ficam nos olhos muito depois que o filme acabou. Pode-se até não sentir a passagem das 2 horas e 28 minutos, tamanho é o poder de Chang-dong de colar os olhos dos espectadores na tela, suspendendo sua respiração em torno das vicissitudes de seu frágil herói, Jongsu. O final é poderoso. Mais não se diga sobre este filme que levou o prêmio da FIPRESCI como melhor longa da competição em Cannes 2018 e foi indicado pela Coreia do Sul para concorrer a uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro.   

Neusa Barbosa


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