Fúria em alto mar

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Quando o presidente russo sofre um golpe de estado, por ser democrático demais, o Pentágono ordena que os fuzileiros navais de um submarino americano atuem para evitar uma guerra mundial.


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Crítica Cineweb

24/10/2018

Fúria em alto mar é um filme que não faz ideia do que aconteceu com a História do mundo – recente e nem tanto. É um filme de submarino – que mira em algo retrô, como Caçada ao Outubro Vermelho e O barco: Inferno no mar – e erra constrangedoramente. Sua percepção dos acontecimentos do passado é, no mínimo, bizarra: é como se a Guerra Fria não tivesse terminado até hoje. Fora isso, o longa foi produzido antes das eleições presidenciais dos EUA, e dava como certa a vitória de Hilary Clinton; tanto que uma das personagens (interpretada por Caroline Goodall) é imaginada nos moldes da candidata democrata derrotada.
 
Tudo isso, no entanto, talvez fosse desculpável se, ao menos, o diretor Donovan Marsh realizasse um filme de ação com ritmo, intriga e alguma sagacidade. Isso não é bem o caso aqui. A trama tem a ver com um golpe de estado na Rússia, sofrido pelo presidente Zakarin (Alexander Dianchenko), que ao contrário de Vladimir Putin, é democrático. Ele é deposto pelo seu ministro da defesa, Durov (Mikhail Gorevoy).
 
Do Pentágono, o almirante Charles Donnegan (Gary Oldman, num filme feito antes de ganhar seu Oscar) não tem outra opção senão colocar em cena o capitão Joe Glass (Gerard Butler) e seu time de fuzileiros navais para derrotar o vilão russo e estabelecer a paz mundial – ou qualquer coisa que o valha.
 
Tudo é feito sem muita intensidade ou verdade – até o veemente Butler está mais ameno aqui –, o que resulta num suspense sem adrenalina, nem a menor noção de geopolítica. É o tipo de filme que poderia ser lançado diretamente no streaming.

Alysson Oliveira


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