O Quebra-Nozes e os quatro reinos

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

No primeiro Natal após a morte de sua mãe, Clara recebe um presente que ela havia deixado para a garota: um ovo mecânico, mas este precisa de uma chave para ser aberto. A busca por esta a levará a uma aventura no mundo fantástico dos Quatro Reinos.


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Crítica Cineweb

31/10/2018

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos é um filme tipicamente Disney – o que pode ser ao mesmo tempo sua maior qualidade mas também um defeito. Isto porque parece saído da mesma fábrica de enredos e visuais artificialmente coloridos e excessivamente açucarados de onde vieram os superiores A bela e a fera e Alice no País das Maravilhas, mas faltando-lhe inspiração.  
 
Dirigido por Lasse Hallström e Joe Johnston, o longa parte do conto O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos, do alemão E.T.A. Hoffmann, e do balé de Marius Petipa, que conta com a famosa composição de Tchaikovsky – que serviu de base para a trilha do filme, assinada por James Newton Howard.
 
O filme é, ao menos no começo, visualmente bonito em seus cenários, direção de arte e figurinos, mas esse tipo de beleza não é capaz de segurar um longa inteiro de pé. É preciso, especialmente para um filme infantil, uma trama que prenda a atenção, sendo este o maior problema aqui – a história é pífia, sem personagens empolgantes ou magia. A protagonista é Clara (Mackenzie Foy), que perdeu a mãe há pouco tempo e, na noite de Natal, recebe um presente deixado por ela – um espécie de ovo mecânico que precisa de uma chave para ser aberto.
 
Ela pede ajuda a Drosselmeyer (Morgan Freeman), seu padrinho e inventor, que a ajuda a encontrar a chave que abre o ovo. Mas esta logo é roubada por um pequeno rato, o que acaba levando a menina a encontrar um Soldado (Jayden Fowora-Knight), a materialização humana do boneco quebra-nozes que o irmão de Clara acabou de ganhar. Com ele, a menina descobre os Quatro Reinos, onde sua mãe era uma Rainha – embora nem ela, nem ninguém de sua família, incluindo o pai (Matthew Macfadyen), soubesse.
 
Esses lugares encantados são um pretexto para a inclusão de personagens estranhamente peculiares, que parecem, em sua maioria, saídos do País das Maravilhas, como a Fada Plum (Keira Knightley, mais estridente do que nunca) e a Mãe Ginger (Helen Mirren), uma vilã com cicatrizes no rosto e que mora dentro de um robô gigante, feito à sua imagem e semelhança.
 
Não fosse a previsibilidade da trama, assinada por Ashleigh Powell, e a direção burocrática, O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos talvez pudesse tornar-se um bom entretenimento. Mas tudo soa meio reciclado – até a insistência da Disney em matar a mãe de seus protagonistas. Há um número de balé, no meio e nos créditos finais, que não diz muito a que veio e como tudo aqui, parece uma sombra pálida do que o filme aspira a ser – talvez a dança seja melhor do que parece, mas enterrada em meio a tantas plumas, paetês e cabelos de algodão-doce, perde sua força

Alysson Oliveira


Trailer


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