A casa do medo - Incidente em Ghostland

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Pauline e suas duas filhas adolescentes estão de mudança para uma casa que herdaram numa região isolada. Assim que chegam ao local, são atacadas. Anos mais tarde, uma das garotas se torna uma escritora de terror de sucesso, até que recebe uma ligação da irmã no meio da noite, quando o passado volta à tona.


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Crítica Cineweb

26/09/2018

A casa do medo – Incidente em Ghostland é um terror que, por algum tempo, consegue enganar como algo original. Escrito e dirigido pelo francês Pascal Laugier (O homem das sombras, e a versão original de Mártires), o filme tenta elevar – ou extrair algo de novo – da velha história de casas invadidas por loucos sanguinários. Mas nem a direção de arte caprichada com bonecas grotescas e a reviravolta conseguem injetar algum frescor.
 
Pauline Keller (Mylene Farmer) está de mudança com suas duas filhas adolescentes para uma casa que herdou de uma tia numa região isolada. Uma delas é Beth (Emilia Jones), mais tímida e que passa o tempo lendo H. P. Lovecraft, o escritor de fantasia e terror anodinamente evocado no filme de vez em quando; a outra é Vera (Taylor Hickson), uma adolescente típica e mimada que disputa a atenção da mãe com a irmã.
 
Ainda na estrada, Vera provoca o motorista de um caminhãozinho que vende doces, mostrando-lhe o dedo. Mal chegam em casa, e as três são atacadas por uma pessoa que parece ser uma mulher (Kevin Power), e um gigante um tanto idiota (Rob Archer). O que sucede é pura violência gratuita. Logo o filme avança no tempo, e Beth (Crystal Reed) tornou-se uma escritora de terror de sucesso, que acaba de lançar um livro sobre o ataque.
 
Sua vida é perfeita, não fosse a ligação que recebe da irmã (agora interpretada por Anastasia Phillips) que nunca se recuperou daquela noite de terror e perdeu a razão. Beth deixa o marido e o filho e volta para a antiga casa para ajudar a mãe a cuidar da irmã. Logo depois que ela chega lá, o roteiro de Laugier faz sua grande virada. Não é uma sacada ruim, embora não muito original, e até funciona dentro da trama de A casa do medo.
 
Existe um cuidado visual grande, tanto da direção de arte – assinada por Sara McCudden e Gordon Wilding – quanto da fotografia, de Danny Nowak, o que coloca o filme alguns degraus acima dos terrores genéricos que assolam o cinema nos últimos anos. Mas o gosto de Laugier pela violência gratuita reduz a efetividade do longa. O roteiro não se dá ao trabalho de aprofundar os vilões. Quem são eles? Porque fazem isso? A única obsessão aqui – da dupla de assassinos e do cineasta – é fazer jovens mulheres sofrer e jorrar sangue sempre que possível. O mais estranho é como isso saiu do filme e ganhou a realidade, pois, durante a filmagem de uma cena, a atriz Taylor Hickson sofreu um acidente que a deixou com uma cicatriz no rosto e, por conta disso, processou os produtores do longa. 

Alysson Oliveira


Trailer


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