Buena Vista Social Club

Buena Vista Social Club

Ficha tcnica


Avaliao do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


Pas


Sinopse

Com a ajuda do produtor e guitarrista Ry Cooder, Wim Wenders redescobre para o mundo veteranos até então pouco conhecidos da música cubana, como a cantora Omara Portuondo, o pianista Rubén González e o violonista e clarinetista Compay Segundo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crtica Cineweb

10/04/2003

Colocando sua câmera como quem dança entre as ruas de uma Havana que parece congelada numa máquina do tempo, entre fachadas arruinadas e automóveis dos anos 1950, o diretor alemão Wim Wenders compôs esta vibrante homenagem à boa e velha música cubana. Tendo como guia o produtor musical e guitarrista americano Ry Cooder - autor das trilhas de Paris, Texas e O Fim da Violência - ele recuperou para o mundo cantores e instrumentistas de uma Cuba que se pensava não mais existir. Mas resiste, está viva e bem, indiferente a regimes políticos e boicotes econômicos.

E pensar que, não fosse o filme, muita gente no mundo poderia nunca ouvir falar de figuras como o cantor Ibrahim Ferrer, 73 anos, que chegou a abandonar a carreira, tornando-se engraxate. Ou do pianista Rubén González, 77 anos, um pianista de formação clássica que deixou de lado o sonho de ser médico, tentado pelos ritmos calientes do conjunto de Arsenio González. Ou de Omara Portuondo, popular intérprete de boleros da ilha, que atrai um coro de passantes quando sai cantando pelas ruas. Ou ainda do violonista, clarinetista e compositor Compay Segundo, um galante sedutor de 90 anos, sempre vestido num impecável terno claro que não dispensa o caldo de galinha depois de uma noite de bebedeira, tem cinco filhos e declara estar seriamente empenhado no sexto.

Esses e muitos outros expoentes da música tradicional cubana viviam espalhados pela ilha e foram reencontrados, um a um, por Cooder, que gravou com eles o álbum Buena Vista Social Club, vencedor do Grammy e que relançou a carreira dos cubanos. Desde então, os enérgicos veteranos têm cumprido uma movimentada agenda de shows pelo mundo, como os espetáculos em Amsterdam e Nova York, em 1998, mostrados no filme de Wenders.

Há muito tempo o diretor alemão não acertava com tanta perfeição o tom de um trabalho. Todo ele é uma festa para os sentidos, que convida a ouvir com o coração não só a música, como os despretensiosos depoimentos dos entrevistados. Embora seja a rigor um documentário, flui com a espontaneidade de uma câmera atenta ao ritmo natural das imagens que captura. Mais do que a ressurreição de velhos artistas fora de circulação, é uma obra sobre a força da cultura de um povo e seu irresistível instinto de renovação.

Neusa Barbosa


Deixe seu comentrio:

Imagem de segurana