Alfa

Ficha técnica


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Sinopse

Na pré-história, Keda sai com seu pai e outros homens da tribo para caçar, mas cai num penhasco e é dado como morto. Ao acordar, percebe-se sozinho e fará de tudo para voltar para casa. Em sua jornada, cria uma ligação com um lobo, a quem chama de Alfa.


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Crítica Cineweb

05/09/2018

Alfa é uma aventura pré-histórica mas que mira em temas atemporais como laços de amizade e de família, honra e fidelidade canina. Seu protagonista é Keda (Kodi Smit-McPhee), adolescente, filho do líder de um tribo, Tau (Jóhannes Haukur Jóhannesson), que é dado como morto durante uma caçada de bisões. O rapaz, ao contrário de seus pares, não tem coragem de matar animais e isso parece ter custado sua vida. Seu pai é obrigado a abandonar o rapaz, que caiu num penhasco e se acredita estar morto.
 
Mas Keda sobreviveu à queda, apenas ficou desacordado e fraturou um pé. Agora, seguindo o mapa de estrelas tatuado em sua mão, tenta voltar para casa. Sua jornada é longa e perigosa, mas pelo caminho, ele se aproxima de um lobo. A relação entre os dois começa de maneira hostil, graças aos instintos naturais do animal, que tenta devorar o garoto mas acaba levando uma bofetada e se machucando. Então o rapaz começa a cuidar da ferida e os dois se tornam amigos.
 
Dirigido por Albert Hughes – em seu primeiro trabalho sem a parceria com o irmão Allen –, Alfa é um drama clássico de sobrevivência, mas que supera a obviedade com imagens belas e fortes da natureza – que combina a fotografia assinada pelo austríaco Martin Gschlacht e efeitos de computação – e um protagonista por quem se torce facilmente. Ajuda também o fato de um ator talentoso estar no papel.
 
O centro do filme é mesmo a ligação entre Keda e o lobo, ao qual dá o nome de Alfa, e a jornada deles rumo ao lar. É o começo de uma grande amizade, mas o diretor – que co-assina roteiro com Daniele Sebastian Wiedenhaupt – evita momentos de ternura gratuita. Os laços que se formam entre o humano e o animal são honestos e delicados, não havendo mesmo necessidade de forçar qualquer tipo de “fator fofura”. A natureza tem papel tanto de amiga quanto inimiga. O inverno pode ser mortal – e as cenas no gelo são impressionantes. Outros animais, e não apenas os bisões, não são amigáveis como Alfa.
 
Este também não é um filme de grandes surpresas, sendo a jornada dos personagens mais ou menos previsível. Ainda assim, nunca se perde o interesse neles, nem em sua trajetória. Alfa é uma espécie de Dança com lobos juvenil na pré-história, no qual seu protagonista abrirá possibilidades novas para o seu povo a partir da ligação que se forma com o lobo. É uma fantasia sobre o começo da domesticação de animais – e, sendo assim, um filme que deve apelar bastante aos amantes de cachorros e não apenas a eles, pois Hughes fez um belo filme, repleto de coração e coragem – tanto de seu protagonista quanto dele mesmo. 

Alysson Oliveira


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