Gauguin - Viagem ao Taiti

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 1 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Doente e sem dinheiro em Paris, o pintor Paul Gauguin deixando para trás sua família e mudando-se para o Taiti, em 1891. Lá encontra inspiração na paisagem ensolarada e brilhante para suas obras e também se envolve com uma jovem nativa.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

16/08/2018

A interpretação do francês Vincent Cassel é, praticamente, a razão de existir desse longa biográfico (embora com licenças) da vida do pintor Paul Gauguin em sua primeira viagem ao Taiti, entre 1891 e 1893. O ator se entrega ao personagem de maneira empenhada, transitando entre a doença e os devaneios artísticos, embora, fisicamente sempre consumido.
 
O longa começa numa Paris acinzentada, fria e monótona, onde Gauguin só está interessado em sua arte, que praticamente não lhe rende dinheiro algum. Sua família – composta pela mulher (Pernille Bergendorff) e cinco crianças pequenas – também não é fonte de alegrias (as condições de vida de todos são miseráveis). Mergulhado neste impasse, ele os deixa para trás e se muda para a Polinésia francesa, onde vive sem muitas preocupações ou laços, até que dois nativos oferecem a ele sua filha adolescente, Tehura (Tuhei Adams), a quem ele aceita de bom grado - uma vez que ela também o quer.
 
Os dois passam a viver juntos e, antes mesmo de haver qualquer outro tipo de envolvimento, se tornam amigos. Tanto que ele a pinta e ela tenta desenhá-lo. O filme evita entrar em questões mais densas, como o quanto a atividade do pintor influenciou a jovem a começar a desenhar, ou outras mais espinhosas, como o fato de ela ser uma adolescente quando foram morar juntos. A atriz parece ter mais simpatia pela personagem do que o próprio filme. O relacionamento, finalmente, viverá uma crise, e não só causada pelas diferenças culturais e sim pelo machismo e possessividade do próprio pintor.
 
Dirigido por Edouard Deluc – e roteirizado por ele e outros três, a partir de um livro de memórias do pintor –, Gauguin: Viagem ao Taiti é pouco ambicioso, seja no retrato da trajetória do seu protagonista, seja na sua investigação sobre vida e arte, ou sobre o colonialismo francês. O que sobra de bom, além das interpretações de Cassel e Adams, é a paisagem da Polinésia, na fotografia de Pierre Cottereau

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança