Meu ex é um espião

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Sinopse

Além de ser abandonada pelo namorado, Audrey descobre que ele escondia um segredo: é um espião. Quando o rapaz é assassinado na sua frente, ele pede para ela prosseguir com a missão, pouco antes dele morrer. Audrey fará isso com a ajuda de uma amiga atrapalhada.


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Crítica Cineweb

16/08/2018

Meu ex é um espião é uma comédia que está em dúvida se também pode ser um filme de ação. Em seu caso, não, não pode, pois não consegue se resolver nem num gênero, nem no outro. Seus elementos cômicos são quase todos forçados e esdrúxulos; suas cenas de fuga e tiroteios, óbvias. O que se salva nessa bagunça cinematográfica é a presença iluminada, de Kate McKinnon – sempre mais engraçada e melhor do que os filmes dos quais participa.
 
A personagem de McKinnon é Morgan e o sobrenome é Freeman – o que sempre facilitou sua vida para fazer reservas de hotéis, como ela confessa. Ela é a melhor amiga da protagonista, Audrey (Mila Kunis), cujo namorado Drew (Justin Theroux) acaba de abandoná-la sem motivo aparente. O que ela (ainda) não sabe é que, como entrega o título, ele é um espião numa missão perigosa. No mesmo momento em que descobre isso, o rapaz é assassinado na sua frente, e ela e a amiga precisam terminar o trabalho, entregando um pacote num café em Viena, dentro de poucas horas.
 
As duas vão para Europa sem muita dificuldade e, claro, nada sai como planejado – mas rende algumas desculpas para McKinnon brilhar, sem qualquer limitação física ou verbal. Isso é o mais impressionante. Em meio a piadas que beiram a escatologia, tiros e sopapos, a atriz tem tiradas cômicas que funcionam – como sobre um antigo romance com Edward Snowden ou seu crush pela chefona dos espiões, interpretada por Gillian Anderson.
 
Dirigido por Susanna Fogel, e coescrito por ela e David Iserson, Meu ex é um espião mira num feminismo pós-#MeToo no qual as mulheres podem ser heroínas, divas e o que mais elas quiserem. O filme evita os clichês da donzela em apuros mas, por outro lado, deixa-se levar pelos clichês dos filmes em que dois homens se tornam parceiros por uma causa em comum. A diretora e roteirista se safa de um lado, mas se deixa levar por outro – o que, no fundo, não faz a questão de que ela quer tratar avançar em nada. 

Alysson Oliveira


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