Nico, 1988

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Depois de um breve sucesso nos anos 1960, associada à banda Velvet Underground e ao artista Andy Warhol, a roqueira alemã Nico vive uma maturidade decadente. Só consegue turnês e músicos de segunda, luta contra os efeitos do vício da heroína e tenta reconectar-se com o único filho, que foi tirado de sua guarda ainda criança.


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Crítica Cineweb

15/08/2018

Vencedor da mostra Horizontes do Festival de Veneza 2017, o drama Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli,  é um mergulho sensível nos últimos anos da roqueira alemã Christa Päffgen, mais conhecida como Nico.
 

 

Depois de uma breve notoriedade nos anos 1960, associada à banda Velvet Underground e ao artista Andy Warhol, Nico (Trine Dyrholm) vive uma maturidade decadente, sofrendo os efeitos do prolongado vício em heroína e inúmeros traumas – como a separação de seu filho, Ari, cuja guarda ela teve que ceder aos avós paternos, quando o menino tinha 4 anos, depois de um episódio envolvendo drogas.

 

Nico exibe no corpo as marcas de sua vida inconstante. Não é mais a bela mulher que um dia foi modelo, o que ela até celebra, numa conversa com seu atual empresário, o inglês Richard (John Gordon Sinclair): “Eu não era feliz quando era bonita”. Esta autoconsciência amarga, ironicamente, é o que sustenta o que resta de seu talento e sua voz, que só ocasionalmente atingem o auge.
Por conta deste ocaso na carreira, Nico se apresenta num circuito bem alternativo, na Europa, sendo acompanhada por músicos de segunda, ou principiantes sem currículo, com raras exceções. Estrela de luz vacilante, eventualmente, no entanto, ela é capaz de incendiar as pequenas plateias que vêm vê-la – como acontece num concerto clandestino, num salão em Praga, na Tchecoslováquia do período comunista, em que ela eletriza, com sua voz rascante, a sua dilacerante composição My Heart is Empty.
 
Nestes últimos anos, ela reconecta-se também com o filho, Ari (Sandor Funtek), um jovem de psique instável, igualmente dependente de drogas. Saindo de um hospital, ele se junta à mãe nesta turnê atropelada por percalços e deficiências de toda a ordem. Os incidentes, como não contar com um hotel e sim com a hospedagem na casa de um fã, Domenico (Thomas Trabacchi), por sua vez, permitem a Nico participar de experiências inusitadas, como dividir com seu anfitrião um prato de espaguete e conhecer o licor limoncello.
 
Atriz tarimbada, a dinamarquesa Trine Dyrholm (do oscarizado Em um Mundo Melhor, 2010), ocupa todos os espaços de uma personagem extraordinária, percorrendo as escalas de sua dor, abandono, lucidez e ternura. Em vários números musicais, a atriz usa sua própria voz – o que injeta uma nota adicional de veracidade em seus registros.
 
As imagens dos flashbacks que mostram a jovem Nico são do cineasta Jonas Mekas.

Neusa Barbosa


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