Christopher Robin – Um reencontro inesquecível

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

O pequeno Christopher Robin cresceu. Agora é um homem melancólico que trabalha numa fábrica de malas e não tem tempo para a mulher e a filha. Um reencontro com o ursinho Pooh e seus amigos do Bosque dos 100 Acres irá mudar sua vida.


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Crítica Cineweb

08/08/2018

É possível que ninguém tenha perguntado o que aconteceu com Christopher Robin – o amigo humano do ursinho Pooh (outrora conhecido como Puff) e dos outros animais do Bosque dos 100 Acres, que os deixa para ir morar num colégio interno. Mesmo assim, a Disney resolveu contar, ainda que tivesse sido melhor que ficássemos sem saber mesmo.
 
Os anos se passaram, Christopher Robin cresceu e é interpretado por Ewan McGregor. Depois de sobreviver aos campos de batalha da Segunda Guerra, trabalha numa fábrica de malas que enfrenta uma grande crise. Dada sua posição, ele deverá fazer cortes nos gastos – o que significa a demissão de vários colegas de trabalho. Fora isso, ele também dá pouca atenção à sua mulher, Evelyn (Hayley Atwell), e à filha pequena, Madeline (Bronte Carmichael). Em outras palavras, ele só tem cabeça para o trabalho e questões de adultos.
 
Num final de semana, ele deixa de viajar com as duas para pensar numa maneira de evitar as demissões. É quando Pooh, magicamente, aparece em Londres para fazer Christopher Robin redescobrir a criança interior que, há tanto tempo, ele deixou para trás. Sem ter outra opção, ele precisa viajar de trem – com um urso de pelúcia falante – para devolver o animal ao seu habitat. Lá reencontra toda a turma, que inclui Tigrão, Leitão, Guru, entre outros.
 
Aqui, o diretor  Marc Forster (Guerra Mundial Z) faz uma espécie de par para seu Em busca da Terra do Nunca, retomando um personagem famoso (lá Peter Pan, e aqui, Pooh, Christopher e sua turma) de uma obra infantil conhecida para investigar criativamente as lacunas deixadas pelos autores originais. No filme de 2004, a estratégia funcionou melhor porque os personagens eram humanos e seus dramas traziam algo de mais emotivo do que aqui.
 
Criado em 1925, pelo escritor A. A. Milne, Pooh e seus companheiros eram personagens de tramas curtas, narrativas rápidas, que exploravam de forma graciosa a vida na floresta. O resultado de Christopher Robin – Um reencontro inesquecível (roteirizado por Alex Ross Perry, Tom McCarthy e Allison Schroeder) mostra como o autor do original era esperto. Não há fofura que sustente uma história mais longa, e aqui o filme cai na tradição Disney de reencontro com a criança interior para se tornar um adulto melhor.
 
Esse é o segundo filme protagonizado por um urso inglês a chegar ao cinema brasileiro esse ano. O primeiro foi Paddington 2 (na verdade, nascido no Peru, mas radicado na Inglaterra), que é bem superior a Christopher Robin, exatamente porque não se esforça para fazer chorar – pelo contrário, é delicado e sutil, em seu humor tipicamente inglês. O filme de Pooh, por sua vez, é doce, doce como seus adorados potes de mel, e enjoativo como a iguaria. 

Alysson Oliveira


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