Vidas à deriva

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Tami e Richard são um jovem casal que se conheceu há pouco tempo, mas já perdidamente apaixonados. Ele também amam velejar. Quando seu barco é atingido por uma tempestade em alto mar, eles precisam se unir ainda mais para sobreviver.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

07/08/2018

Não há qualquer dúvida de quem Vidas à deriva pertence única e exclusivamente a Shailene Woodley. É um filme no qual ela tenta deixar para trás seu passado de heroína de adaptações de romances para jovens adultos – especialmente a série Divergente. A boa notícia é que ela consegue; a má é que este longa não está à altura dela. A atriz interpreta Tami Oldham, uma jovem californiana que gosta de andar pelo mundo. Passa temporadas onde o pouco dinheiro que consegue juntar a leva, trabalhando no que for preciso para sobreviver.
 
O filme começa com um prólogo dentro de um barco destroçado, cheio de água, no qual Tami tenta sobreviver e evitar que ele afunde de vez. Ela está sozinha. Onde está seu namorado, Richard (Sam Claflin)? O longa, então, volta cinco meses atrás, quando ela acaba chegar ao Taiti, e eles se conhecem e, quase instantaneamente, se apaixonam.
 
Baseado numa história real, e dirigido por Baltasar Kormákur (Evereste), Vidas à deriva vai e volta no tempo para contar a história de amor e sobrevivência do casal. É um dispositivo que nem sempre funciona, porque mina qualquer suspense – sabemos que ela sobreviverá para contar a história. A questão se torna, então, como ela o fará.  
 
Numa cena vemos o casal feliz, romanticamente jantando, na seguinte, ele está no barco frágil e delirante, enquanto ela tenta mantê-lo vivo e impedir que o barco afunde, na espera de cruzar com outra embarcação que os resgate. Os momentos no mar lembram Até o fim, no qual Robert Redford, sozinho, tinha de sobreviver no mar após um acidente. Aqui, apesar da presença do namorado moribundo, Tami está praticamente sozinha.
 
É aí que Woodley tem o filme para si. Caflin passa boa parte do tempo deitado, gemendo ou dizendo coisas sem sentido. Ela é uma atriz de recursos, capaz de transmitir tanto o terror de se encontrar sozinha num barco à deriva, como a força de resgatar o namorado, ou o sentimento de paixão que aflora quando eles se conhecem.
 
Mas, por mais que o filme se esforce em mostrar as cenas de sobrevivência, o horror pós-tempestade, os meses anteriores a tudo isso parecem mais fortes dentro da narrativa. A descoberta do amor recíproco, as horas juntos no mar, os passeios por lugares paradisíacos, tudo isso é mais ressonante do que as duras cenas quando passa a tempestade. 

Alysson Oliveira


Trailer


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