O mistério do relógio na parede

Ficha técnica

  • Nome: O mistério do relógio na parede
  • Nome Original: The house with a clock in its walls
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2018
  • Gênero: Fantasia
  • Duração: 104 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Eli Roth
  • Elenco: Cate Blanchett, Owen Vaccaro, Jack Black

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Locais de filmagem


Sinopse

Depois de perder os pais, o garoto Lewis é obrigado a morar com seu tio, com quem nunca teve contato. Primeiro descobre que ele e sua vizinha são feiticeiros, depois, que há um relógio na parede que marca o horário do fim do mundo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

01/08/2018

O diretor Eli Roth construiu sua carreira com filmes de horror e violência intensa e sangue jorrando sem parar – como O Albergue, seu primeiro sucesso, e o recente remake de Desejo de Matar, que não fez sucesso. Por isso é uma surpresa vê-lo na direção de um longa infanto-juvenil. Obviamente, sua perversidade foi deixada de fora em O Mistério do Relógio na Parede – embora exista uma ou outra coisinha aqui e ali, claro, num tom bem menor, dado o público alvo do filme.
 
O grande mistério é porque demorou mais de quatro décadas para se adaptar o romance infanto-juvenil homônimo de John Bellairs. Como, durante a febre Harry Potter, ninguém pensou em adaptar o livro para o cinema? Os paralelos não são poucos: ambos são protagonizados por órfãos envolvidos com magia, entre outras coisas. Provavelmente, os órfãos cinematográficos do bruxinho inglês teriam se deixado enfeitiçar com facilidade, agora talvez o timing tenha passado, e a magia se perdido.
 
O protagonista é o pequeno Lewis (Owen Vaccaro) que, após a morte dos pais num acidente, vai morar com o tio Jonathan (Jack Black), em sua mansão antiga e estranha. Eles pouco se conhecem, pois a família perdeu o contato quando Jonathan optou pelo mundo da magia. Ele passa boa parte do tempo trocando ofensas com sua melhor amiga e vizinha, Florence Zimmerman (Cate Blanchett) – gerando alguns dos melhores diálogos dos filmes.
 
Esse é um filme de casa assombrada, mas não ao modo clássico, pois é narrado pela visão de uma criança. Assim, os elementos tipicamente de horror se tornam, de certo modo, lúdicos. Há uma poltrona, por exemplo, que se comporta como animal de estimação; a topiária em forma de grifo ganha vida e sua flatulência é incontrolável. Há também uma série de autômatos que, a certa altura, ganharão vida.
 
Aos poucos, Lewis descobre o universo de magia de Jonathan e Florence – embora esta, por conta de um trauma, prefira não a praticar mais – e se empenha para tornar-se aprendiz. Na escola, no entanto, as coisas não vão muito bem. O menino nunca é escolhido no time de basquete e sofre bullying. Torna-se amigo de um garoto popular (Sunny Suljic), quando este quebra o braço, mas logo o abandona ao se recuperar. É para impressionar o antigo amigo e recuperar a amizade, que Lewis faz a única coisa que o tio o proibiu de fazer e que poderá causar o fim do mundo.
 
É no desenho de produção, assinado por Jon Hutman, e nos efeitos supervisionados por Louis Morin (de A bela e a fera) que o filme mais brilha. Tudo é lúdico, mas levemente sinistro – como os impressionantes robôs ganhando vida ou as lanternas de abóbora que também assustam e cospem o que têm dentro de si.
 
Ainda que a trama se situe no pós-guerra (um dos episódios-chave se passa na guerra), Roth toma como referências as aventuras dos anos de 1980 – especialmente as dirigidas ou produzidas por Steven Spielberg (cuja empresa Amblin é a produtora do filme). Sem medo de abraçar o estranho, O Mistério do Relógio na Parede assume suas bizarrices e é capaz de divertir crianças com seus momentos meio nojentinhos, e adultos com os duelos verbais cômicos das personagens de Blanchett e Black. 

Alysson Oliveira


Trailer


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