Mamma Mia! Lá vamos nós de novo!

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Sophie está prestes a reabrir o hotel que foi de sua mãe na Grécia, mas os problema se acumulam. Ao mesmo tempo, o filme resgata a história da mãe quando, na juventude, se envolveu com três rapazes.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/07/2018

É, no mínimo, intrigante o fato de que no meio do título de Mamma Mia! Lá vamos nós de novo! exista um ponto de exclamação. É como se mesmo antes de ver o filme todo mundo fosse obrigado a ficar feliz. Não tem como dizer o título sem titubear de alegria na metade. E, como tal, o longa se esforça – até demais – para mostrar-se feliz e saltitante. A segunda parte do título também é bastante reveladora: "lá vamos nós de novo" resume bem toda a experiência.
 
Novamente, em cena: músicas do ABBA (desta vez menos conhecidas, mais Lado B mesmo), e uma Grécia paradisíaca (embora o filme tenha sido rodado na Bósnia!), onde tudo é fascinante, todos felizes (mesmo quando têm problemas). De novidade mesmo, apenas o personagem Fernando (Andy Garcia), cuja existência só se justifica para que alguém a certa altura cante a música homônima. No mais, o filme continua um karaokê de música ruim cantada, na maioria das vezes, de maneira desafinada, mas com um orçamento bem mais gordo do que no primeiro filme, de 2008, que fez um sucesso inesperado e enorme.
 
Naquele, uma jovem prestes a se casar convidava para uma festa os três homens que poderiam ser seu pai. O novo filme, escrito e dirigido por Ol Parker (que, ao contrário da diretora do anterior, Phyllida Lloyd, pelo menos, sabe para onde apontar uma câmera) dá exatamente o que o seu público quer – e isso não é lá um grande problema. A menos que você não seja o público-alvo, aí serão duas horas de cantoria aflitiva.
 
A jovem do primeiro filme, Sophie (Amanda Seyfried) se casou, e pretende reinaugurar o hotel que foi de sua mãe Donna, interpretada por Meryl Streep, que mal aparece no filme. E sua ausência é sentida. Para a festa, a moça chama os seus três possíveis pais: Sam (Pierce Brosnan), Harry (Colin Firth) e Bill (Stellan Skarsgård). Apenas o primeiro consegue ir. Com esse fiapo de história, nem com as músicas pegajosas do ABBA segura-se um filme. Há uma outra parte, situada no passado, contando a história de Donna jovem (Lily James), de como ela começou a viajar pela Europa depois de se formar, conhecendo Sam (Jeremy Irvine), Harry (Hugh Skinner) e Bill (Josh Dylan), com quem mantém breve relacionamentos.
 
Ninguém canta com muita paixão ou vitalidade, e não porque as letras das músicas de Benny Andersson, Björn Ulvaeus e Stig Anderson sejam muito complicadas – o fato de escrever em inglês, segunda língua deles, parece ter sido bem limitador na escolha de palavras e construção de versos. Os números musicais acabam sendo todos parecidos, sem muita personalidade.
 
Lily James cantando até não poder mais é a alma do filme, e o que há de melhor aqui. Sua cena ao som de “I have a dream”, em uma casa abandonada e caindo aos pedaços, é o melhor momento do longa. Equiparando-se a Streep cantando “The winner takes it all”, no primeiro. O resto é ladeira abaixo, até despencar de um morro grego e cair no Mar Mediterrâneo. A maior parte do elenco é incapaz de cantar bem - alguns disfarçam, outros, nem tanto. Já a alardeada participação de Cher, que volta aos filmes desde Burlesque, de 2010, é frustrante. Apesar de sua entrada triunfal, suas cenas são mínimas e sua interpretação musical, afinada, mas contida e previsível. Chegando tarde para a festa – literalmente – ela não tem muito o que fazer, a não ser uma versão dela mesma.

Alysson Oliveira


Trailer


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