Vinte anos

Vinte anos

Ficha técnica

  • Nome: Vinte anos
  • Nome Original: Vinte anos
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Costa Rica
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 80 min
  • Classificação: 10 anos
  • Direção: Alice de Andrade
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Documentário revê o que aconteceu na vida de três casais cubanos, personagens de filme de 1992, "Luna de miel", acompanhando as transformações que os alcançaram.


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Crítica Cineweb

11/07/2018

Em 1992, a cineasta brasileira Alice de Andrade realizou o média Luna de miel, retratando os inusitados benefícios concedidos pelo governo cubano a quem se casava, em pleno “período especial”, quando o racionamento de bens, após o fim do auxílio soviético ao regime, era a tônica. Na época, foram entrevistados 40 casais.

 

Vinte anos depois, a diretora voltou a Cuba para retomar contato com três casais que foram o centro daquele seu filme, para uma reavaliação do que acontecera aos seus planos e sonhos. Entre 2011 e 2015, ela e sua equipe procuraram esses casais, numa época em que Cuba foi sacudida por uma outra bombástica novidade: a retomada, ainda que tímida, em 2014, do contato com os EUA, rompido desde a crise dos mísseis, em 1961, e que está por trás do dramático boicote que tanto comprometeu todos estes anos a economia da ilha.

 

Miriam e Andrés trabalhavam na construção civil e eram militantes revolucionários convictos em 1992. Vinham de casamentos anteriores e tiveram um filho, Léo. Nos anos 2000, moram com a filha dela do primeiro casamento, Miriam, também casada e mãe de um menino, num pequeno apartamento de 40 m2. A vida continua dura e Miriam agora flerta com um outro tipo de fé, procurando apoio num culto pentecostal entre os muitos que agora proliferam no país.
 
Silvia e Danilo trabalhavam na mesma brigada de construção nos anos 1970. Ele era o chofer dela e, a princípio, antipatizaram muito um com o outro. Nos anos 2000, deixaram a ilha, morando em Miami com o filho de 15 anos. Silvia trabalha como camareira de hotel, Danilo, como carregador no Walmart. Trabalham muito para ter uma vida confortável e sofrem por ter deixado para trás outros filhos de casamentos anteriores, como Yanez, que vive na casa da família com a filha de 5 anos. Três anos depois de mudar-se para os EUA, os pais vão visitar Cuba pela primeira vez.
 
Marlene e Mário eram um casal apaixonado em 1992, que não quis separar-se das filhas gêmeas, Camila e Karla, então com 2 anos, em sua curta lua-de-mel de 3 dias num hotel turístico da ilha – um dos presentes dados então pelo governo cubano aos noivos. Vinte anos depois, eles não estão mais juntos. As filhas, formadas no Conservatório Nacional de Música, são um exemplo do sucesso da expansão educacional do regime. Um sucesso, no entanto, que as afasta do país natal, já que as oportunidades de trabalho estão fora dali: uma vai viver na Costa Rica, outra na Nicarágua.
 
Exemplos humanos marcantes como são, evidentemente estas histórias não esgotam todas as possibilidades de avaliar o que Cuba era e o que se tornou, embora forneçam material para reflexão – inclusive sobre a força, a resistência e o humor dos cubanos diante de tantos desafios e transformações.

Neusa Barbosa


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