Promessa ao amanhecer

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Locais de filmagem


Sinopse

Desde a infância de Romain, sua mãe, Nina, sempre teve planos grandiosos para ele. Nascido na Lituânia, ele acaba lutando no exército francês durante a Segunda Guerra. Baseado no romance autobiográfico de Romain Gary.


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Crítica Cineweb

11/07/2018

Esta segunda versão do romance autobiográfico do francês Romain Gary (1914-1980) traz Pierre Niney (Franz), como o escritor em sua juventude, e Charlotte Gainsbourg, como sua mãe. Dirigido por Eric Barbier (A marca da serpente), concentra-se na juventude do escritor, na Lituânia, e, depois, na sua passagem pelas Forças Armadas Francesas. Ao contrário da primeira adaptação – de 1970, dirigida por Jules Dassin, e protagonizada por sua mulher, Melina Mercouri –, aqui, com mais de 2 horas de duração, mantém-se a estrutura de episódios do livro original.
 
O filme começa com uma cena extraída de uma autobiografia da primeira mulher do escritor, Lesley Blanch (Catherine McCormack), numa cidade mexicana no Día de los Muertos, na década de 1950, quando Gary (neste filme também chamado pelo seu sobrenome de batismo, Kacew) está escrevendo exatamente Promessa ao amanhecer. Doente, ele pede para ser levado para a capital, pois não quer no morrer no meio do nada. O colorido e a extravagância da festa contaminam o começo promissor do filme, que nunca mais alcança esse nível.
 
Promessa ao amanhecer volta no tempo, e se concentra na infância de Gary, em Vilnius, na época, uma parte do Império Russo onde se falava polonês. Aos 9 anos, o protagonista é interpretado por Pawel Puchalski e vive com a mãe Nina, uma ex-atriz de teatro que agora trabalha como costureira. A relação entre mãe e filho é o que conduz o filme, e esses são laços bastante intensos.
 
Nina sempre tem grandes expectativas para o futuro do filho e declara que um dia ele será embaixador da França. De certa forma, a pressão que ela exerce sobre ele é o que faz o jovem Gary empenhar-se para ser bem-sucedido. Ao mesmo tempo, esta é a fonte de suas frustrações, pois sempre tem a sensação de não corresponder às expectativas da mãe.
 
Quando se acompanha Gary no exército, o longa passa a ter tintas mais épicas. Nina, no entanto, ainda continua uma personagem um tanto cômica, especialmente quanto visita o filho no exército e quer conversar com os superiores para dizer como eles devem agir contra Hitler.
 
Nina é uma figura gigantesca, uma personagem de certa forma extravagante, o que represente algo diferente na carreira da Gainsbourg, mais acostumada a fazer mulheres intensas e introvertidas. E se Nina é verossímil, mesmo com seus exageros, é graças ao trabalho da atriz em sua criação repleta de nuances e humanismo.

Alysson Oliveira


Trailer


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