Missão: Impossível - Efeito Fallout

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

O agente Ethan Hunt volta à ação, com seus inseparáveis Luther e Benji, para recuperar um material radioativo nas mãos de terroristas. Mas as mulheres da vida de Hunt também terão influência nos acontecimentos.


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Crítica Cineweb

10/07/2018

Tempo é uma coisa relativa na franquia Missão: Impossível, como demonstra seu sexto capítulo, Efeito Fallout. Primeiro, porque a cinessérie, derivada do seriado de TV dos anos 1960, continua viva e saudável 50 anos depois. Depois, pela combinação de novos e velhos elementos e caras no elenco. Mantêm-se firmes, claro, o vibrante tema musical do argentino Lalo Schifrin – talvez a mais famosa marca registrada musical do cinema (e da TV), ao lado da Pantera Cor-de-Rosa e Star Wars – e o trio de agentes da IMF, Ethan Hunt (Tom Cruise), Luther Stickwell (Ving Rhames) e Benji Dunn (Simon Pegg). Até um vilão já conhecido, Solomon Lane (Sean Harris), reaparece. Mas tudo o mais sai do lugar, não raro, a muitíssimos metros do chão. Mr. Cruise gosta de uma vertigem.
 
A grande tarefa que aguarda o time é nuclear. Estão perdidas três esferas de plutônio, dotadas de um poder de destruição de massa inimaginável. Por trás delas, está um grupo terrorista chamado “Os Apóstolos”, que procura pôr em prática planos temíveis de um cientista maluco, Nils Debruuk (Kristoffer Joner). Ethan Hunt e sua turma entram em ação, mas sua primeira tentativa falha.
 
O próximo passo é localizar um certo John Lark, o intermediário na tentativa de venda do plutônio, uma operação que passa por uma rede clandestina, comandada por uma certa Viúva Branca (Vanessa Kirby), em Paris. A cidade, aliás, será o cenário de várias sequências memoráveis, incluindo uma frenética luta num banheiro, que não deixa louça, vidro, espelho nem azulejo em pé, e da qual participa o ator chinês Liang Yang; corridas de Hunt a pé por telhados, os habituais pulos de um prédio a outro (numa dessas cenas, Cruise realmente se machucou); escapadas de moto (sem capacete) pelas ruas e por aí vai.
 
Nesta missão, Hunt vai ter, no entanto, uma companhia indesejada na sua cola, o agente da CIA August Walker (Henry Cavill, o Super-Homem). O cara funciona como sua sombra e tem ordens expressas de sua chefe durona, Erica Sloan (Angela Bassett), para botar a mão no plutônio sem dar satisfações ao IMF. Naturalmente, rola uma rivalidade explícita entre os dois homens, temperada pela desconfiança mútua. Os momentos de humor e amizade ficam mesmo por conta do entrosamento entre Hunt, Luther e Benji – sem contar a participação intensa de Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), que volta a balançar o controle de Hunt, com uma agenda própria e secreta.
 
Pilotando mais uma vez a direção e o roteiro, Christopher McQuarrie imprime suficientes reviravoltas para sacudir os espectadores mais atentos, entre um voo dos protagonistas e outro – como duas sequências sensacionais, uma de HALO jumping, outra, um pega entre helicópteros sobrevoando as montanhas da Caxemira, na Índia (um deles, claro, pilotado por Hunt).
 
Todas essas cenas atléticas, efeitos especiais e viradas na ação ocupam e bem as duas horas e meia do filme. De tédio é que ninguém pode reclamar. E, por enquanto, a saúde de Tom Cruise, aos 56 anos, mostra-se impecável para aguentar tantos trancos. 

Neusa Barbosa


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