Hotel Artemis

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Num futuro distópico, um hotel serve de fachada para um hospital para criminosos, em Los Angeles. Para entrar ali, só sendo sócio e deixando as armas do lado de fora. Mas num dia de grandes distúrbios na cidade, a enfermeira que dirige o local há anos enfrenta o risco de tudo desmoronar.


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Crítica Cineweb

25/06/2018

Cenário preferencial de distopias, Los Angeles é, mais uma vez, o ambiente de um filme do gênero, Hotel Artemis, que tem no elenco um diamante raro – a veterana Jodie Foster, que tem atuado cada vez mais extemporaneamente. Suas últimas aparições no cinema foram o drama O Deus da Carnificina (2011) e outra ficção científica, Elysium (2013).
 
O futuro nesta história, dirigida e roteirizada por Drew Pearce, não parece muito longe de nossos dias. Nele, as ruas de Los Angeles estão tomadas por distúrbios, decorrentes da escassez de água, e por tropas de choque de dedo mole no gatilho. No meio desse caos, um velho edifício em estilo art déco esconde uma organização secreta – o “hotel Artemis”, na verdade um hospital para criminosos, operado pela figura conhecida apenas como “a enfermeira” (Jodie Foster).
 
No meio de tanto caos, o hotel é uma instituição que segue um código rígido – ali só entra quem é sócio e segue à risca as regras da casa, que obriga, por exemplo, que as armas sejam deixadas fora e todos sejam identificados apenas por apelidos. Senão, não entra. Em tempos conturbados, é de se imaginar que a lotação da casa esteja sempre esgotada, como é o caso.
 
A lista de pacientes no momento inclui dois irmãos assaltantes, Waikiki (Sterling K. Brown) e Honolulu (Brian Tyree Henry); uma matadora de aluguel francesa, Nice (Sofia Boutella); e um traficante, Acapulco (Charlie Day). Cada vez que a turma se encontra pelas salas e corredores do local, sai faísca – todo mundo tem pavio curto. E também uma agenda própria.
 
A única referência respeitada por todos é, compreensivelmente, a enfermeira, ainda mais que ela conta com um protetor à altura, o fortão Everest (Dave Bautista), cuja compleição faz jus ao apelido. É ele, aliás, o único que sabe algo da história pessoal da enfermeira e seus traumas mais doídos do passado, envolvendo um filho e acarretando a sua fobia de sair à rua.
 
As coisas estão mais ou menos equilibradas até que o verdadeiro dono do local, Wolf King (Jeff Goldblum), necessita também de atendimento, pois foi ferido. A enfermeira bem que tenta alegar superlotação, mas não tem conversa, como o filho do homem (Zachary Quinto) deixa bem claro.
 
Os medos da enfermeira são outros, já que entre seus atuais pacientes há uma policial – escondida de todos os hóspedes – e também os culpados do roubo de uma joia pertencente a King. O que gera o risco de que a relativa paz deste esconderijo acabe para a enfermeira, que deixou do lado de fora traumas não-superados.
Num filme com muitos atores com direito aos momentos de destaque, Jodie Foster reina como uma espécie de anti-heroína, cuja aparente fragilidade física encontra um contraponto em suas tiradas ferinas, cortesia do roteiro de Pearce, que assim soube brindar sua indiscutível primeira-dama – por mais que alguns momentos de ação de Sofia Boutella coloquem em evidência o empoderamento feminino, contando com um arsenal peculiar de destruição contra toda uma turma de homens.

Neusa Barbosa


Trailer


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