Nos vemos no paraíso

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Locais de filmagem


Sinopse

Rico herdeiro, Édouard Péricourt abandona a família, e um pai com quem não se dá, para lutar na I Guerra Mundial. No front, ele tornar-se amigo de outro soldado, Albert Maillard, numa relação que se prolongará depois da guerra, com Édouard desfigurado por um ferimento.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/06/2018

Premiado com cinco César, incluindo o de melhor direção para o também ator Albert Dupontel, Nos vemos no paraíso é o tipo do drama de guerra moldado para despertar sensibilidades à flor da pele, amparado num notável elenco, que inclui Dupontel – que acumula ainda outro César pela adaptação do romance de Pierre Lemaitre.
 
Em 1918, ainda durante a I Guerra Mundial, o sentimento da maioria dos soldados franceses no front é que os combates terminem o quanto antes. Estranhamente, este não é o caso do tenente Henri Pradelle (Laurent Lafitte), um verdadeiro animal bélico que só se encontra no furor da batalha. Por isso, quando ele recebe, secretamente, comunicação de seus superiores determinando a suspensão de hostilidades contra os inimigos alemães, ele dá uma ordem absurda – ordena a dois soldados que realizem, à luz do dia, uma missão de reconhecimento.
 
Tiros ouvidos depois da saída dos dois soldados dão início a bombardeios, causando várias mortes. Houve, no entanto, um soldado francês que viu algo mais: Albert Maillard (Albert Dupontel), que se tornou testemunha de um crime cometido por Pradelle. O tenente percebe e tenta matá-lo, só não conseguindo pela intervenção de outro soldado, Édouard Péricourt (Nahuel Pérez Biscayart).
 
Um laço profundo se forma entre estes dois soldados, ainda mais porque a queda de uma bomba permitirá, por sua vez, a Maillard salvar a vida de Péricourt – mas não sem sequelas. Finda a guerra, os dois se tornam inseparáveis já que Péricourt simula a própria morte para não retornar à sua família rica e fria, na qual ele mantinha relação conflituosa com o pai, Marcel (Niels Arestrup).
 
Artista refinado, Édouard cria máscaras estilosas que o ajudam a ocultar seu rosto agora deformado e continua, como antes da guerra, fazendo inúmeros desenhos. Enquanto isso, Maillard ganha a vida como pode, nas tarefas humildes que se apresentam ao ex-contador no pós-guerra.
O cerne da história, no entanto, gira em torno de como a guerra proporciona negócios lucrativos a alguns. Encerradas as batalhas, são os próprios corpos dos milhões de mortos que propiciam estes lucros, numa intricada operação que inclui o tenente Pradelle e também Marcel Péricourt. Maillard e Édouard, por sua vez, também pensam em ganhar um bom dinheiro vendendo projetos para monumentos fúnebres em homenagem aos mortos, desenhados habilmente pelo segundo.
 
A tensão dramática do filme, que tem bons valores técnicos nos também premiados cenografia, fotografia e figurinos (da estilista Mimi Lempicka), tem potencial para sustentar o interesse do público, numa história de fundo ético que enfatiza também o valor das relações afetivas fora da família – como a amizade que une Maillard e Édouard, uma irmandade acima de qualquer laço de sangue.
 
Há, no entanto, uma certa pressa, especialmente na porção final, para ajustar idealmente demais todas as peças na vida de Maillard, um esforço que soa um tanto mágico demais. Mas isso talvez só incomode mesmo aos críticos.

Neusa Barbosa


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