50 são os novos 30

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Locais de filmagem


Sinopse

Marie-Francine tem 50 anos, um casamento estável e uma profissão que adora, trabalhando como pesquisadora científica. Do dia para a noite, sua vida desaba, quando o marido a deixa por uma mulher mais jovem e o laboratório onde trabalha fecha. Obrigada a voltar a morar com os pais, ela se entristece. Até que conhece um chef de cozinha com problemas muito parecidos.


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Crítica Cineweb

19/06/2018

Atriz experiente, vencedora de dois prêmios César como coadjuvante (Um lugar na plateia, 2006; e Os Visitantes, 1993), Valérie Lemercier lança seu quinto filme como diretora, em que atua em duplo papel, na comédia 50 são os novos 30 – o muito imaginativo título nacional para um filme que, no original francês, chama-se apenas Marie-Francine, o nome de sua protagonista.
 
Marie-Francine (Valérie Lemercier) é uma pesquisadora científica na casa dos 50 anos, casada há muito tempo com Emmanuel (Denis Podalydès), com quem tem duas filhas. Numa vida que parece estabilizada, a crise chega em dose dupla: o marido se apaixona por outra mulher bem mais jovem e a unidade onde a cientista trabalha é desativada.
 
Sem marido e sem emprego, Marie-Francine acaba voltando, a contragosto, para a casa dos pais (Helène Vincent e Philippe Laudenback). O desconforto é recíproco, já que o velho casal também se ressente de ter que abrir mão de sua rotina bem arraigada para acomodar a filha madura – que tem uma irmã gêmea, Marie-Noelle (interpretada pela própria Valérie).
 
O roteiro, assinado pela diretora e outra atriz, Sabine Haudepin, explora em detalhes o impasse existencial de sua protagonista cinquentona, que parece nunca ter vivido a adolescência. Ela é seriona, tímida, não tem a menor experiência em flertar, aventurar-se e parece desconhecer o significado do senso de humor.
 
Atolada num cotidiano sem graça, em que ela acaba tendo que trabalhar numa lojinha de cigarros eletrônicos, copatrocinada pelos pais e a irmã, Marie-Francine parece caminhar em linha reta para a depressão. Até que um dia entra pela porta um cliente em potencial, Miguel (Patrick Timsit), chef de um restaurante bem ao lado. Sem saber, os dois estão em situação idêntica – a mulher de Miguel o deixou, com o filho, e ele teve que alojar-se na casa dos pais.
 
A simpatia de Miguel acende uma centelha e qualquer um pode ver para onde a história está caminhando. Sem grandes surpresas, mas com um bom arsenal de incidentes cômicos, o filme progride de modo suave e certamente agradará a muitos espectadores. Evidentemente, é uma comédia sem grandes ambições, limitando-se a um toque ou outro sobre o machismo envolvido na visão comum das mulheres pós-50 anos e uma vingancinha contra o ex-marido. Mas não passa disso.

Neusa Barbosa


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