Rei

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Em meados do século 19, o advogado francês Orélie-Antoine de Tounens vem para o Chile, dando vazão à sua obsessão em unificar um imaginário reino da Araucânia e da Patagônia, habitado por indígenas.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

19/06/2018

Fortemente elaborado do ponto de vista formal, contrapondo imagens 16mm e super-8, além de aplicar riscos e outros efeitos sobre as imagens, o chileno Rei, de Niles Atallah, parte de um personagem real, o advogado francês Orélie-Antoine de Tounens (1825-1878), para compor uma espécie de cinebiografia delirante de um personagem idem, interpretado por Rodrigo Lisboa.
 
No centro do relato está a obsessão deste advogado francês para unificar um imaginário reino da Araucânia e da Patagônia, do qual ele teria se tornado rei, apesar de tratar-se de um território habitado por indígenas na América do Sul. Ele parte pelo território depois de trocar correspondência com o líder indígena Mañil, que autoriza sua vinda. No entanto, ao chegar, descobre que o líder morreu, o que marca o início de episódios turbulentos, que levarão à sua prisão pelas autoridades chilenas.
 
Retratando seu julgamento, no Chile do século 19, que é uma fonte de informações sobre o inusitado personagem, Rei é tudo, menos um filme de tribunal, com seus cenários teatrais, repletos de personagens mascarados e um decidido flerte com o delírio e a recriação fantástica desta realidade.
 
Produzido pelo coletivo chileno Diluvio, o filme recebeu o prêmio de contribuição artística no Festival Olhar de Cinema 2017. Antes, fora premiado em Roterdã (menção especial do júri), Toulouse (melhor filme) e outros.

Neusa Barbosa


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