Sol da meia-noite

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Katie tem uma doença rara que não permite tomar a luz do Sol. Ela aprendeu a tocar violão sozinha, e à noite sai para tocar numa estação de trem, onde conhece Charlie, e os dois acabam se apaixonando, mas ela não conta a ele sobre sua condição.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/06/2018

O cinema adora um romance juvenil – especialmente se uma das metades sofre de uma doença grave. De Love Story a A culpa é das estrelas (no qual os dois sofrem), passando por Um amor para recordar e O rapaz da bolha de plástico. O grande problema com esses filmes é que romantizam a doença, transformando-a num catalizador para uma vida melhor para o sobrevivente às custas do sofrimento – geralmente esteticamente poetizado – da outra parte.
 
Sol da meia-noite (não confundir com O Sol da meia-noite, sucesso dos anos de 1980, protagonizado pelo bailarino russo Mikhail Baryshnikov) eleva esse problema à enésima potência. Sua protagonista Katie (Bella Thorne) sofre de Xerodermia pigmentosa, uma condição genética que implica na incapacidade do organismo de remover o dano causado pela radiação ultravioleta, segundo a Wikipedia. Dessa maneira, a personagem não pode ter contato com a luz do Sol. Basta uma rápida pesquisa em fotos na internet para ver que o sofrimento causado pela doença não deixa as pessoas apenas brancas e com leves olheiras como a personagem. Por outro lado, o filme também ignora os tratamentos e equipamentos que amenizam a condição, e permitem que os portadores saiam à luz do sol. Em Katie, a XD parece apenas um filtro do Instragram.
 
Katie nunca foi à escola, e seu pai (Rob Riggle) sempre a ensinou em casa, e também sozinha, aprendeu a tocar violão. À noite, quando não há qualquer vestígio da solar, ela vai à estação de trem da cidade onde mora, e toca para os viajantes composições dela mesma. O pai permite – desde que volte antes do Sol nascer. Numa dessas apresentações, conhece Charlie (Patrick Schwarzenegger, filho de Arnold, e com expressões faciais ainda mais limitadas do que o pai).
 
Os dois logo se apaixonam, e estão vivendo as alegrias do primeiro amor – aquelas coisas do tipo “só você pode me compreender”- mas ela esconde seu problema de saúde, e sempre arruma desculpas para não sair durante o dia com ele. Até que ele arruma para ela tocar em Seattle, numa noite. Ela se empolga durante a apresentação, e quando percebe o sol está nascendo. É a desculpa para Sol da meia noite arrancar lágrimas forçadamente. As atuações são sofridas – especialmente a do jovem Schwarzenegger – e a direção pouco ajuda, porque fatal o mínimo de sutileza da parte de Speer. 

Alysson Oliveira


Trailer


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