Talvez uma história de amor

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Sinopse

Virgílio é um publicitário que recebe uma mensagem misteriosa em sua secretária-eletrônica: sua namorada está terminando com ele. Mas ele não tem namorada. Ou tem? Ele embarcará numa jornada para descobrir quem é essa moça e qual sua relação com ela.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/06/2018

Mateus Solano é Virgílio, um publicitário metódico e solitário que recebe uma mensagem em sua secretária-eletrônica: uma mulher terminando o namoro com ele. Mas ele não tem namorada. Com ajuda de sua psicanalista (Totia Meirelles) descobre que sofre de uma amnésia peculiar: só esquece de uma pessoa, no caso, Clara (Thaila Ayala), sua ex.
 
Dirigido por Rodrigo Bernardo – a partir de um roteiro dele e de Ben Frahm e Brandon Neslund, inspirado no romance homônimo do francês Martin Page –, Talvez uma história de amor é uma colcha de retalhos a partir da investigação de Virgílio em busca de Clara, para também descobrir porque terminaram. A primeira pista é Carolina (Jacqueline Sato), dona da festa na qual o protagonista conheceu a tal namorada. Ela, no entanto, não sabem bem quem é a garota, mas diz que é amiga de uma amiga.
 
Essa amiga, por sua vez, não tem o contato, mas sabe de outra pessoa que pode ter, que irá indicar alguém que tem o telefone – e a assim segue a trama, como num novelo que Virgílio desenrola para encontrar a Clara. Não fica muito claro, no entanto, porque ele não abre o jogo de cara com alguém, e diz da tal amnésia, e precisa ficar arrumando subterfúgios para perguntar sobre a ex-namorada.
 
Embora a trama seja engenhosa, o entra e sai de personagens nem sempre é acaba a favor do filme. Inevitavelmente, todas (a maioria são mulheres) acabam sendo um tanto superficial e estereotipadas, dependendo mais da intérprete já que o roteiro não ajuda nesse quesito. Aqui, a atriz Flávia Garrafa é quem se sobressai – embora nem fique tanto em cena –, já Dani Calabresa, em frente a um quadro no MASP, tem pouco a fazer em sua aparição de segundos.
 
A grande virtude do filme é a escalação de Solano como Virgílio. O personagem é um tanto chato e irritante em seu metodismo, mas, ainda assim, o ator consegue, com talento e carisma, transformar o protagonista numa figura mais palatável. Sua jornada, no entanto, acena para um lugar – e a presença da vizinha (Bianca Comparato) contribui para isso –, mas o filme caminha para outro. 

Alysson Oliveira


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