Lua de Júpiter

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Ao tentar atravessar a fronteira húngara, o refugiado sírio Aryan é baleado por um policial. Depois, descobre que adquiriu a capacidade de levitar, um dom que chama a atenção de um médico, Gabor, que ambiciona ganhar dinheiro com o dom de seu paciente.


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Crítica Cineweb

29/05/2018

O novo trabalho do diretor húngaro Kornél Mundruczó, de White God – grande vencedor da mostra Un Certain Regard de Cannes em 2014 – é uma alucinante fábula reflexiva sobre o drama dos refugiados na Europa. No roteiro assinado por ele e Kata Wéber, o foco recai sobre a relação entre Aryan Dashni (Zsombor Jéger), um refugiado sírio, e o médico Gabor Stern (Merab Ninidze).
 
O elemento fantástico se instala a partir do momento em que Aryan, baleado pelo policial Lazslo (György Cselhalmi) ao tentar atravessar uma das fronteiras da Hungria, não só sobrevive milagrosamente como adquire a capacidade de levitar. Isto impressiona e também desestabiliza completamente o cético médico Stern, que enxerga no refugiado uma inusitada chance de ganhar dinheiro, a partir deste seu dom.
 
Nada mais deve ser dito sobre os desdobramentos deste relacionamento na instável realidade europeia, sob o risco de estragar para os espectadores a descoberta deste filme, que tem seus excessos, mas ressoa como uma marcante parábola de uma Europa alienada dos valores que sempre afirmou representar – não por acaso, Europa é o nome de uma das muitas luas do planeta Júpiter, aquela que, coberta por uma camada de gelo, pode ocultar a possibilidade de vida. Talvez seja esta a aposta de Mundruczó a partir deste filme perturbador, que também toca o tema do terrorismo.

Neusa Barbosa


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