A amante

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Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Aos 25 anos, Hedi sempre teve sua vida dominada por sua mãe, que comanda, inclusive seu casamento com uma noiva arranjada. No entanto, ao fazer uma viagem de negócios, ele se sente abalado ao conhecer uma independente funcionária do hotel, Rym.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

09/05/2018

Em seu trabalho de estreia, Mohamed Ben Attia, vencedor do prêmio de melhor primeiro filme no Festival de Berlim (e Urso de Prata para o ator Majd Mastoura), toma o pulso da sociedade tunisiana, talvez a única representante das “primaveras árabes” a conseguir avanços em meio às rebeliões populares que eclodiram entre 2010 e 2012, e que ainda transita no respeito às tradições de um país muçulmano e os ventos de uma sociedade mais tolerante com a liberdade individual.

Hedi (Majd Mastoura) é representante comercial da Peugeot francesa e, para desempenhar seu trabalho, visita clientes em cidades do interior do país, mas não apresenta bons resultados para a empresa. Há uma apatia e um desconforto em Heidi, visíveis pela expressão de seu rosto e nas poucas palavras que balbucia, que só serão compreendidos quase ao final do filme, quando forem conhecidos detalhes de seu relacionamento com a mãe e o irmão mais velho, que vive na França.

Hedi está de casamento marcado com Khedija (Omnia Ben Ghali). É um casamento arranjado que trará bons resultados para sua família. Sua mãe, Baya (Sabah Bouzouita), onipresente na vida de Hedi, cuida de todos os detalhes. Faltam poucos dias para a festa, mas o rapaz não parece nem um pouco envolvido. Ao contrário, está distante e quer permanecer longe, dirigindo várias horas de sua casa até a cidade vizinha, sede da empresa onde trabalha.

No hotel em que se hospeda, durante uma de suas viagens de negócios, conhece Rym (Rym Ben Messaoud), uma mulher independente, fruto da nova sociedade que floresce na Tunísia, onde as mulheres vão à praia de maiô, vestem-se com roupas ocidentais, vão a festas e não precisam da permissão de ninguém para decidir seus destinos.

Outro Hedi entra em cena, fazendo esquecer o homem tímido, fechado, que parece carregar o peso do mundo. Rym é a primavera em sua vida. O relacionamento entre os dois prossegue como se não houvesse o amanhã, que para Hedi está a uma distância de apenas dois dias, quando será celebrado seu casamento. Hedi pode tomar finalmente as rédeas de seu destino, mas não é uma decisão tão fácil de ser tomada. A alguns quilômetros dali o espera a Tunísia antiga, das tradições que precisam ser respeitadas e para as quais ele oscila entre a revolta e o conformismo.

Luiz Vita


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