Han Solo – Uma história Star Wars

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Anos antes de encontrar Luke e Leia, Han é um mercenário num mundo marcado pela disputa por um poderoso combustível. Enquanto vive diversas aventuras, conhecerá Chewbacca, que se tornará seu copiloto.


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Crítica Cineweb

03/05/2018

Han Solo: Uma história Star Wars talvez esteja mais próximo de um western do que da estrutura clássica da saga intergaláctica que se conhece desde o final dos anos de 1970, mas isso não quer dizer que o filme, dirigido por Ron Howard, se distancie dos originais – pelo contrário, ao deixar de lado as questões mais explicitamente políticas que permeiam os filmes mais recentes da franquia, o primeiro longa solo de um dos personagens mira nas origens, como um filme de aventura.
 
O longa está longe do desastre que se imaginou, dada a conturbada produção. Originalmente, o filme seria dirigido pela dupla Phil Lord e Christopher Miller – a mesma de Uma aventura Lego – mas desentendimentos fizeram que abandonassem o longa a apenas três semanas do fim das filmagens. Howard assumiu o posto. São dois tipos de cinema praticados aqui e completamente diferentes – um mais anárquico e humorístico, enquanto o outro é mais convencional e conservador. O tom final fica mais ou menos no meio-termo, com uma certa piscada para a comédia, mas ainda sério e concentrado na aventura. De qualquer forma, é bobagem imaginar que a dupla Lord/Miller conseguiria fazer muito além do que está na tela em termos de comicidade. Star Wars é uma série inscrita num universo muito particular, com regras bem específicas, e qualquer distanciamento não faria muito sentido.
 
A questão central do filme é como Han (Alden Ehrenreich), um pequeno criminoso do planeta Corellia, se torna Han Solo. O filme, roteirizado pela dupla de pai e filho Lawrence (um dos criadores dos originais) e Jonathan Kasdan, começa com o protagonista e sua companheira Qi’ra (Emilia Clarke) aplicando um golpe, e ele acabando nas trincheiras de uma guerra.
 
Mais tarde, Han se une a um grupo de mercenários, liderados por Beckett (Woody Harrelson), e não muito tempo depoi, o protagonista conhece aquele que se tornará seu melhor amigo, Chewbacca. Com eles viverá uma série de aventuras que estão mais ou menos ligadas ao universo Star Wars. O filme também está interessado em responder algumas perguntas que ninguém fez, como, por exemplo, de onde vem o sobrenome do personagem. Atrapalha? Não, mas também não traz nenhum diferencial. O filme também mostra como ele conseguiu a Millennium Falcon de um apostador chamado Lando Calrissian (Donald Glover, que rouba o filme em diversos momentos).
 
Mais tarde, o protagonista reencontra Qi’ra, numa festa do vilão Dryden Vos (Paul Bettany), e terá de, mais uma vez, trabalhar com ela. Entre os dois, supostamente, deveria haver um romance, mas nem os personagens, nem os atores mostram muita química. Mas talvez isso nem seja um grande problema, porque aqui importa mais o bromance com Chewie do que o romance com a moça.
 
Ehrenreich, como o filme, parece não ousar e tomar o personagem para si, e faz algo mais respeitoso e em sintonia com a criação de Harrison Ford, sem tentar o copiar. Mas o longa não depende muito da criatividade do ator, já que ninguém – especialmente os produtores, os roteiristas e o diretor – quer se arriscar, e não há uma nota fora do tom. O resultado, embora empolgante - e, em certa medida, divertido -, é previsível, pois por mais que o roteiro tente nos distrair, todo mundo sabe onde Han Solo irá chegar – o que, no final das contas, pode não ser um grande problema, apenas uma pequena frustração.

Alysson Oliveira


Trailer


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