Todos os Paulos do mundo

Ficha técnica

  • Nome: Todos os Paulos do mundo
  • Nome Original: Todos os Paulos do mundo
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 88 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Rodrigo de Oliveira, Gustavo Ribeiro
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

A vida e a carreira de Paulo José estão ao centro desse documentário poético montado a partir de imagens de filmes, peças, novelas e séries das quais o ator participou. O texto, escrito por ele mesmo, é lido por colegas de trabalho, como Fernanda Montenegro e Flávio Migliaccio.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

18/04/2018

É possível ler os movimentos de uma vida pelas palavras, atos, pensamentos. No caso do ator Paulo José, 81 anos, o mais simples é seguir as cenas de seus cerca de 50 filmes – aos quais se somam mais de 30 peças, 20 novelas e outro tanto de minisséries para a TV.

A partir de cenas de vários desses filmes, partindo do inaugural O Padre e a Moça (1965), o documentário Todos os Paulos do Mundo, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira, compõe um impressionante e vivo mosaico da corporalidade desse ator que se emprestou a obras que percorreram o Cinema Novo (Macunaíma e Todas as Mulheres do Mundo) e todos os momentos seguintes no cinema brasileiro até agora. De O Homem Nu e Edu Coração de Ouro (ambos de 1968) a Cassy Jones... (1972), de Faca de dois gumes (1989)  a Anahy de las Misiones (1997), de A festa da menina morta (2008) a Insolação (2009) e O Palhaço (2011).

Sem entrevistas ou depoimentos, as palavras, que são do próprio protagonista, são ouvidas de sua própria voz e outros atores, como suas filhas Ana e Bel Kutner, e vários outros. Todos estes fragmentos encontram na tela uma surpreendente unidade, que vai tomando corpo para compor o retrato deste gaúcho de 81 anos, que abandonou a faculdade de Arquitetura pela atuação, teve sua escola no Teatro de Arena de S. Paulo – onde conheceu Dina Sfat, sua primeira mulher, que morreu em 1989 -, passando pela TV e o cinema com uma regularidade e entrega sempre na medida. Sem escolher gêneros, ele passou do drama ao romance e à comédia, afiando um talento como que costurado na pele, calibrado no brilho do olhar. Tudo isso para interpretar gente de verdade, como ele aprendeu no Teatro de Arena. Paulo, independente do personagem que encarne, é sempre gente real, em quem se pode acreditar.

Nem o desafio do mal de Parkinson, que o acomete há mais de 20 anos, foi capaz de detê-lo. O que perdeu em mobilidade e modulação da voz, ele compensa com uma energia sempre indomável, que transforma a fragilidade em ferramenta a serviço de retratar o que é humano, completamente humano, conjugado do modo mais brasileiro possível. Este Paulo não poderia nunca ter nascido em nenhum outro lugar. 

Neusa Barbosa


Trailer


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