O amante duplo

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Chloé tem dores abdominais sem causa determinada, por isso, procura um terapeuta para investigar razões psicossomáticas. O tratamento com Paul dá certo e, finalmente, os dois se apaixonam e ficam juntos. Um dia, intrigada, ela descobre que seu namorado tem um gêmeo de quem ele nunca havia falado.


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Crítica Cineweb

18/04/2018

Dirigido pelo experiente diretor francês François Ozon, O Amante Duplo percorre alguns dos caminhos mais habilmente explorados na extensa filmografia do realizador, unindo o erotismo e o suspense psicológico, numa livre adaptação do livro The lives of twins, de Joyce Carol Oates.
 
Ozon retoma a parceria com a atriz Marine Vacth, sua protagonista em Jovem e Bela (2013), desta vez como Chloé, uma jovem atormentada por dores abdominais. Sua ginecologista acredita num problema psicossomático, mandando-a ao terapeuta Paul (Jérémie Renier). A terapia funciona e, de quebra, os dois se envolvem romanticamente, indo morar juntos.
 
Toda a história é construída em torno dos olhares invertidos, da duplicidade de situações e, eventualmente, de personagens. Como acontece num dia em que Chloé descobre que seu namorado tem um duplo, Louis (também Renier). Igualmente terapeuta, este suposto irmão gêmeo de Paul é seu exato oposto. Tudo que em Paul é contenção e suavidade, em Louis se transforma em agressividade e explosão. Chloé vê-se confundida e, finalmente, atraída pelos dois, mantendo seu caso com Louis escondida de Paul.
 
Ozon é um dos diretores mais capacitados da atualidade para conduzir uma história repleta de ambiguidades, construída em torno de impressões e aparências que podem a qualquer momento revelar-se ilusórias. Bebe também na fonte de uma admirável coleção de referências cinematográficas, de Dublê de Corpo (1984), de Brian de Palma, a Gêmeos, Mórbida Semelhança (1988), de David Cronenberg, com um sutil aceno implícito a Persona (1966), de Ingmar Bergman. Todo esse caleidoscópio é sustentado por um erotismo bastante explícito e ousado, o que explica a indicação etária para 18 anos.
 
O filme tem um ritmo bastante vigoroso e intenso, mas perde fôlego na etapa final, quando explicações, finalmente, devem vir à tona. A solução, afinal, é um tanto rápida e decepcionante, considerando-se o que veio antes. É mais um daqueles filmes em que o trajeto vale mais do que a chegada.

Neusa Barbosa


Trailer


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